<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375</id><updated>2011-04-21T14:53:44.667-07:00</updated><title type='text'>Casa de Papel Reciclado</title><subtitle type='html'>Jornalismo gonzo! Cultura, arte, música, literatura, café, cigarros, mulheres, e tudo mais que pode servir como acompanhamento. Novela mexicana com dublagem ruim, relatos de um cara medíocre e sua vida moderna, cheio de problemas e falta de dinheiro. VERE IZ DA STORN!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-116119455435651333</id><published>2006-10-18T10:50:00.000-07:00</published><updated>2006-10-18T11:02:34.713-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.quebracoluna.blogger.com.br"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/bicicleta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-116119455435651333?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/116119455435651333/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=116119455435651333' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/116119455435651333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/116119455435651333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-115747885751845369</id><published>2006-09-05T10:49:00.000-07:00</published><updated>2006-09-05T11:48:09.736-07:00</updated><title type='text'>O azul claro e o azul escuro.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/azul.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/azul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ela está apaixonada. Não sei explicar, não acredito que seja possível, mas é fato. Está claro no sorriso. É preciso absolver. Tão rápido quanto à queda e explosão de um avião, tão rápido quanto à velocidade do som, da luz, do pensamento. Mas tudo ainda está estático. Não houve alteração. Eu não consigo ver. Não há som. Nada. Ontem ainda era algo. Hoje não restou nenhum vestígio. Desapareceu. Simplesmente nunca existiu. Tão fácil e decidido, veja as fotos, pense, isso é um aviso. Não me parece fazer sentido, algo forte assim é necessário tempo. Hoje somos apenas uma lembrança, que está viva apenas em mim. O que houve com o nosso amor? Dessa forma eu me arrisco a pensar que já estava morto. Foi sepultado, mas não fui notificado. Se ainda há orgulho em mim, agora eu me sinto pequeno diante o mundo, frio, escuro. O que acontece com o universo? O que acontece com o final feliz? Não sei explicar. O tempo fez duas novas histórias, onde dois ainda era um par, agora são unidades separadas. Raiva, decepção, tristeza. Estou ainda vendo o tempo escapar por entre os dedos e não conseguir entender, bobo, idiota boquiaberto ao fato. Me sinto enganado. Em algum outro lugar lá está ela. Feliz. Nunca houve algo igual. Para sempre. Eterno. Eu observo. Onde estão agora as nossas promessas? Feio, burro, você é o típico vagabundo. Merece o que tem, merece nada. Vai passar o resto da eternidade tentando entender. Levante-se, existe amanhã? Ela está sorrindo. Em algum lugar o veneno flutua no ar. Ela está sorrindo como nunca. Sorriu por três dias seguidos.&lt;br /&gt;Um mês. Comemore. Sinta o sabor. O suor. O sangue. O amor é tão forte quanto à ponte que agora te leva ao desespero. Nunca houve nada, nada foi real. Tudo que houve com você faz parte de uma fase. Transição. Entre um ponto e outro, ela o encontrou no caminho. Pobre. Espiritualmente, socialmente, psicologicamente. Quando tudo ainda era impossível demais de se compreender, e você pensava ter toda a sorte do mundo, o pouco tempo foi suficiente para te deixar abalado por toda a vida. Agora tudo flui em uma direção obscura, ela está sorrindo, como nunca na vida, e você transita entre dois pontos, sem saber que a importância nem sempre é recíproca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-115747885751845369?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/115747885751845369/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=115747885751845369' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115747885751845369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115747885751845369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/09/o-azul-claro-e-o-azul-escuro.html' title='O azul claro e o azul escuro.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-115254696538194154</id><published>2006-07-10T08:50:00.000-07:00</published><updated>2006-07-10T08:56:05.400-07:00</updated><title type='text'>Quando você pensa, você vive pela metade.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/cansadoo.2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/cansadoo.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Absurdamente overdosado de idéias. Preciso de uma morte rápida. Caso contra seria mais uma reflexão antes de finalmente morrer. E mais uma idéia é o suficiente para que eu mesmo aperte o gatilho. Isso é o que eu chamo de cérebro fresco. Uma idéia a cada respiração. Se boa ou não vai do julgamento do público. Quem se importa com isso? Adoro pensar que pouco me importa o público. Seria a última coisa a pensar dentro de uma vasta lista de preocupações. Estou voltando a ser um humano. Paguei as contas. Digo obrigado quando me servem um café mal preparado. Juro que vou respeitas as opiniões alheias e serei uma pessoa sociável. Estou até ensaiando um sorriso para quando você me contar alguma coisa que julga engraçada, porem de péssimo gosto. Vou ser legal. Vou sentar e conversar por horas com a sua mãe. Vou brincar com o seu cachorro sem fazer cara de nojo. Vou dizer que está bem vestido, não vai mais haver problemas comigo. Não me incomoda deixar a minha verdadeira personalidade cinza guardada. Isso não tem importância agora. O que interessa é evoluir. Chega de masturbação e rascunho. Ontem morreu os planos e sonhos. Agora tudo deve acontecer. Você pode duvidar. Eu duvidaria. Mas é sobre você que meu vomito vai escorrer. Vou sorrir quando acontecer. Diria que você vai se surpreender em breve. Um livro sem pretensão alguma em se tornar um clássico literário. Sem interesse em receber positivas avaliações em publicações especializadas e responsáveis. Um livro apenas para ser publicado e devorado. Minha arte é comida. É retardada. Deve ser consumida e vomitada. Que tudo se torne merda. Vou adorar ver você se sentindo mal. Sentir que a culpa é minha. Reação. É tudo que desejo. Seja o que for. Reação. Uma festa. Para você dançar. Se despir. Tirar fotos e fretar com um desconhecido. Cante músicas que realmente sabe cantar. Dance no escuro. Tenha acesso fácil ao bar. Com preços honestos. Seja popular. Seja a festa. Barulho. Odeio desconcerto. Adoro falar o que você não queria que alguém soubesse. Melhor ainda cantando. Doces poesias de amor. Amargas mágoas guardadas até então no fundo de pensamentos homicidas. Adoro a minha música. Corpo. Goze. Corpo. Devore. Corpo. Fútil. Corpo. Goze. Corpo. Admire. Corpo. Inveje. Corpo. Adoro. Corpo. Odeio. Corpo. Apodreça. Corpo. Imortalize-se. Pausa para os comerciais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Enquanto isso em um canal de ficção científica...&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cresça acreditando em um futuro sempre distante. Morra pensando que esse futuro possa ser o céu. Feche os olhos e descubra que não existe paraíso. Nada existe. Somos apenas um erro da existência. Isso mesmo, a existência errou, e o resultado desse erro é a combinação química que resultou em nós, humanos. Pense que o mundo não tem salvação, pouco a pouco consumimos o mundo até o limite suportável. Um belo dia ele acaba. E tudo acaba. E não vai haver pessoas vivendo em estações espaciais, ou colônias humanas em outros planetas adaptados para nossa sobrevivência. Simplesmente todos morrem. Se alguém estiver fora do alcance da morte será em pouco tempo consumido por ela. Não podemos viver sem esse planeta. Ele é o nosso câncer. Não vamos conseguir viver com ele, e não vamos sobreviver sem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ao abrir os olhos em uma linda manhã de verão...&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cansaço me devora o corpo. Maldito seja a falta de estrutura para manter os olhos abertos no final de semana. Dormi o tempo todo. Maldito meu trabalho escravista segunda-feira de manhã. Um dia vou surpreender todos com um ataque psicótico. Violência altera a minha falta de humor. Estou tentando me alimentar de produtos aromatizados artificialmente. Meu estômago já se acostumou com lixo. Agora estou pensando em sabotagem. Pensando em um café mal preparado para me iludir com a certeza de que não vou dormir. Vou dormir. Isso sim é certeza. Vamos assumir os fatos. Sou mais um fraco diante da enorme necessidade de dormir. Belo prazer. Vamos assumir. Dormir está entre um dos melhores prazeres da vida. Reflexão. A morte pode ser um grande prazer? Era para ter sido. Mas não aconteceu. Todos estavam trancados em suas casas. Alguns estavam perdidos entre os pecados da noite. Desculpe-me aqueles que não me ouviram dizer, mas foi um prazer conversar com a mãe de vocês. Vamos ser sinceros e sensatos. O contato foi feito. Antes do que o esperado. Não foi possível dessa vez, também não foi do meu agrado. Mas isso não deve se transformar em mágoa. Eu pago a próxima dose. Aos magoados eu indico o inferno para uma conversa breve. Aos bem humorados eu me prontifico a discutir a necessidade do álcool dentro da sociedade moderna. Fracasso sou eu ao tentar me justificar brevemente. Coloque uma canção idiota e vamos dançar juntos sem pensar nos demais idiotas ao nosso redor. O mundo não termina agora, então vamos sorrir nessa agonizante vida anti-social. Quero ter um cachorro capaz de me devorar no futuro. Um carro para incendiar o meu corpo. Quero ter a morfina flutuando em cada gota de sangue. Lute para sentir maior. Sexo. Sexo. Sexo. Sou um homem apaixonado. O amor está cantando junto aos meus ouvidos. Nada mais material me interessa. Apenas fazer bem ao coração. O amor exagerado me faz querem ser legal com todo e qualquer estranho. Estou me surpreendendo com tamanha boa educação. E por um dia penso que vivemos em um mundo justo. Idiota. Apaixonado. Sinceras desculpas. Álcool. Ácidos. Trabalho escravista e amor. Descontrole. Amo a minha vida. Segunda-feira sem fim. Inverno nuclear. Odeio a chuva quando resolve acontecer em conta-gotas. Acabou doente e abandonado no hospital. Você não foi sincera quando disse que a vida era algo para se perder tempo sem arrependimento. O tempo é insuportável. Maldita medição. Maldito seja o desejo de controle. Eu quero meu descontrole. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um momento de sinceridade...&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero vomitar em cima das pessoas simpáticas. Nada pior que hipócritas e suas vidas coloridas, tratando bem o mundo para chegar em casa e maltratar os parentes. Vomito. Pior apenas as falsas princesas que desfilam impecáveis por corredores de mármore, maquiadas para enganar o tempo, limitadas a observar o mundo de dentro da área reservada, e se alimentando em pequenas doses para manter uma condição visual. Serão devoradas pela vaidade e esquecidas pela razão. Vão guardar desprezo, mas ninguém vai se importar. Pessoas descartáveis, afogadas em valores fúteis e prazeres comprados. Estou me alimentando. Gergelim e sementes de papoula. Indiscutível. Obviamente seria um gozo poder desfrutar de um exagerado banquete pela manhã, mas a realidade se mostra cruel e isso sustenta meu mau humor constante. Aos invejosos apenas o desprezo. Estou vivo e vou mastigar vocês. Não se trata de ser insuportável. Trata-se de sinceridade. O mundo não é um paraíso. Ainda não gozo de total poder sobre a minha vida. Não desfruto do conhecimento que desejo, ainda sustento ambições. Seria hipocrisia desfilar sob um falso sorriso de satisfação, qual não é o caso agora. Apenas o que me interessa, apenas quem me interessa. Não tenho mais tempo para perder com insignificantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Instruções do manual de uso.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coloque a arma na boca. Aperte o gatilho. 98% de satisfação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um amigo para toda vida.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não estou conservando o meu ódio em formol. Escrevo meu descontentamento em cada linha. Apenas isso. Descontentes que revirem o estômago. Quero incendiar a casa daqueles que dizem que não sou bem vindo. Ultimamente, nesse ano, ouvi muitas desagradáveis declarações sobre isso. Não faço questão de visitar ninguém, mas um gosto amargo me toma a boca quando sei que, em algum lugar, não sou bem vindo. Apesar de todos os meus defeitos, eu sou uma pessoa bem educada. Um café amigo. Acabe com o meu estômago. Me conte como está se sentindo. Me conte como vai ser a sua casa nova. Abra a janela e me diga o que consegue ver. Ligue o som e me diga qual música quer cantar. Me convite para uma festa. Não me imponha limites. Não dê valor aos moveis, pare de se preocupar com o que os vizinhos vão dizer. Não te interessa saber o que todos vão pensar. Aumente o volume. Pegue mais um copo de bebida. Não importa como você dança, desde que não pare de dançar. Quando eu dormir feche a porta. Com luz ninguém consegue ter bons sonhos. Estou bem. Sempre estive. Sempre vou estar. Estou insuportável e impaciente com a vida. Sempre estive. Sempre vou estar. Paciência é desfrutar de uma conta milionária em algum paraíso fiscal. E isso talvez demore algum tempo para acontecer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Testamento.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não acredito em suicidas. Mas isso não é razão para ficar sozinha o resto da vida. Você é muito além do que se vê. Não acredite na música. Não seja um perdedor. Acorde para a realidade. Estou contigo. Estou no seu sangue. As vezes o sangue parte do coração, para o lugar mais distante da razão. Você pode me odiar as vezes, não tanto quanto odeio você. Mas o sangue sempre volta para o coração. E você pode me amar para sempre, tanto quanto amo você. Obrigado por estar comigo no meio de toda essa transformação. Em breve vamos dançar sem pensar em mais nada. Eu amo muito você. Pare de me desejar a morte! Vamos tomar um café? Eu adoro ver você tocando, sorrindo e tocando. Não complique. Tudo é simples. As coisas só estão assim porque você quer. Papai e mamãe. Parem de ler o que eu escrevo. Irmãos pequenos. Vocês não podem seguir o meu exemplo. Aquela cartal eu envio amanhã. Me mande notícias, estou deliciosamente curioso. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Providências para serem tomadas com todos os meus bens ao se tornar fato a minha morte.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Queime tudo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-115254696538194154?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/115254696538194154/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=115254696538194154' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115254696538194154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115254696538194154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/07/quando-voc-pensa-voc-vive-pela-metade.html' title='Quando você pensa, você vive pela metade.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-115152200967876395</id><published>2006-06-28T12:07:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T12:13:29.696-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/fadas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/fadas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Angustias.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Terapia Ocupacional de um Recém Abandonado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Primeiro Momento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não entendo como somos profissionais em encontrar problemas e não soluções. Eu não entendo em como somos profissionais em destruir coisas belas, e construir o caos. Eu não entendo como sempre optamos pela maneira mais difícil de viver a vida. Eu não entendo como somos nós, os únicos responsáveis pela escolha de viver uma vida triste e cinza.&lt;br /&gt;Hoje não está chovendo sob a cidade. Está chovendo sobre mim. O tempo insiste em brincar comigo, na angustia de querer logo tudo resolvido, nada se encontra. Me sinto perdido, afastado do mundo, as horas demoram dias para se concluírem, e os dias demoram anos. Estou como um zumbi. Sem a luz dos olhos de alguém realmente vivo, sem nenhuma iniciativa, sou carregado por ordens sonoras dos superiores ou pessoas próximas, certo que nenhuma importância real dou a qualquer tarefa qual me dedico durante esse período. Problemas emocionais.&lt;br /&gt;Não me sinto alguém vivo realmente. Parece-me não haver mais coração nesse corpo, e tudo pelo qual lutei, pelo o que desejei viver, me escapou pelos dedos. Talvez pelo fato de nunca ter conseguido entender por que foi necessário sofrer tanto assim.&lt;br /&gt;Assumo todos os meus erros, me perdoe, eu te amo e quero me casar de imediato com a sua pessoa. Falo com quem for necessário, pago todas as despesas da festa de casamento digna dos seus sonhos. Serei simpático com a sua mãe, compreensível com o seu pai, e paciente com os seus irmãos. Nossa casa será muito mais do que aquela idealizada nos seus sonhos e nela estará a nossa espera, aquele cão que sempre desejamos. Especial como combinamos, e tão inteligente quanto imaginamos.&lt;br /&gt;Mas não se esqueça que ao casar comigo, se inicia uma nova relação, e o sucesso da mesma depende de nós. Da nossa administração obteremos a satisfação e felicidade até o dia que finalmente vamos deixar esse mundo e virar pó, e que de acordo com o nosso testamento seremos jogados em uma determinada área do oceano, qual ainda azul, vai abrigar as nossas cinzas para toda eternidade. E assim, seremos conhecidos pela história mais bonita de amor que já existiu.&lt;br /&gt;Claro que você maldita, precisa me procurar, para que finalmente consiga te dizer tudo isso. Desde que partiu, e me deixou aquele infeliz recado de três linhas apenas, venho me torturando para saber onde foi que errei, erramos. Um ato covarde de sua parte, sumir e não me permitir uma palavra sequer. Mas mesmo assim, ainda aqui, sozinho, nesse apartamento frio e sujo, assim como o deixou, aguardo o seu retorno. Aguardo com toda angustia do mundo, e toda esperança que existir na minha pequena impaciente alma que logo deve explodir. Espero que volte logo.&lt;br /&gt;Uma tolice esperar que volte. Uma tolice ficar aqui, sozinho em um apartamento frio e sujo, esperando uma explicação melhor para o abandono. Não sou diferente de qualquer um, além de triste, estou obcecado para saber por que realmente me abandonou. Pegou suas inúmeras coisas, e deixou outras pelo caminho, muitos dos meus presentes estão aqui, pelo chão. Como uma trilha até a porta de saída. Parece-me que antes de sumir, você ainda foi seletiva com que deveria carregar na mala. Todos os meus presentes foram reprovados, talvez pela ligação direta ao nosso relacionamento, talvez por que você nunca tenha amado eles, assim como agora estou pensando se realmente me amou de verdade.&lt;br /&gt;Eu não sei se existe alguma medida para tristeza, nunca fora antes abandonado na vida, não por uma pessoa. Sinto-me péssimo, tão péssimo que estou frente ao espelho começando achar justificável o fato de ter sido abandonado. Estou acabado. Não durmo durante a noite. Tenho momentos nostálgicos intercalados por questões idiotas, como - será que durante nossas transas você estava realmente pensando em mim? Será que teve orgasmos verdadeiros comigo? Penso, uma pessoa sem orgasmos verdadeiros tem motivos mais do que justificáveis para abandonar uma relação sem prestar justificativa alguma. Preciso consultar alguma especialista em sexo, preciso descobrir se o motivo é realmente esse. Tudo isso me faz pensar em um fixo pensamento masculino, digno de um recém abandonado. Sim, nesse momento, seja onde estiver, tenho certeza, deve estar transando. Obviamente com alguém de dote muito superior, qual vai te levar aos múltiplos orgasmos alucinantes, como os descritos em antigos manuais sexuais do oriente. Sou um idiota. De pijama, frente ao espelho. Pensando em tudo o que pode estar acontecendo contigo, quando na verdade deveria estar preocupado comigo. Sem se apresentar no trabalho, com a péssima desculpa de que não me sinto bem. Deveria mesmo estar centrando todos os pensamentos e esforços na minha pessoa, e não me esforçando em me torturar psicologicamente. Agora pouco importa a hora, ando pela casa à procura de algum comprimido para dormir. Ando pelas suas coisas espalhadas pelo chão. Isso me irrita. Tudo bem, encontrei um belo comprimido. Sem pensar duas vezes já estou na cama. O sono químico é quase como estar morto, ou talvez é exatamente como um coma. Simplesmente se apaga. Agora vou conseguir passar algumas horas sem pensar em você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-115152200967876395?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/115152200967876395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=115152200967876395' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115152200967876395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115152200967876395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/06/angustias.html' title=''/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-115152141453015897</id><published>2006-06-28T11:56:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T12:03:34.570-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/spelho.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/spelho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Continuação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Péssimo. Acordo já na metade do outro dia. Sem fome, sem notícias, sem uma boa alma para se preocupar comigo. O que deveria esperar? Desde que o nosso relacionamento se iniciou, inconscientemente me afastei de amigos, me afastei dos meus vícios, deixei toda essência original se perder para me tornar alguém limitado. Limitado por suas regras. De como se tornar alguém amável, e de como perder toda característica própria para se tornar um modelo exemplar.&lt;br /&gt;Como deixei tal coisa acontecer? Seria o excesso de amor, qual me viciou em sua pessoa e agora me deixa embriagado psicologicamente diante do seu abandono? Pode ser. Seja o que for não está mais aqui. Melhor agora se concentrar no presente. Melhor morrer aqui todos os fantasmas da sua pessoa e de todo nosso passado. Vou, em um processo de extrema dor interior, recolhendo um a um os presentes que deixou para trás. Meus presentes, agora reclusos a uma caixa fechada, qual logo será enviada para caridade, para que se tente obter algum proveito.&lt;br /&gt;Limpo a casa. Isso me mantém ocupado por horas. Fico me concentrando em todos os detalhes desse processo. Procuro sujeira. Não quero dar chance de novamente perder mais um dia pensando em você. Trata-se de uma terapia. Um primeiro passo. Desde que me recupere, me sinta vivo novamente, tudo é válido. Eu preciso de um novo lugar. Muito antes de ter me abandonado já pensava em se livrar desse apartamento velho, sujo e frio. Me mudar talvez de cidade, sair do centro, do coração de concreto da cidade para ganhar as ruas coloridas de algum lugar distante. Mudar de nome, corpo, coração, mudar de casa. Mudar de endereço, rua, vizinhos, mudar de paisagem, mudar de si mesmo, e renascer em outra pessoa. Uma nova pessoa. Mudar, esse é o único pensamento no momento.&lt;br /&gt;Depois de organizar tudo em seu devido lugar, e perder algumas boas horas com isso, uma certa nostalgia triste me abateu. Toda essa organização me lembrou dos bons momentos, quando ainda éramos um casal feliz, se realmente isso foi algum dia verdade. Resolvi então mudar todas as coisas do lugar, me livrar de tudo que de imediato faça com que me lembre de você. Depois de algum tempo, novamente percebi que a única maneira de escapar era mudando de casa.&lt;br /&gt;Talvez o destino esteja certo. Talvez não seja bom ficar ao seu lado. Mas o que fazer agora? Com o meu coração? Descarto, vou ao supermercado e compro outro? Corro pelas ruas atrás de um outro alguém, completamente diferente de você, me convenço a amar essa pessoa e como um milagre você é apagada da minha consciência? Acho que não. Estou, de todas maneiras imagináveis, pensando em uma forma de não sofrer, fácil seria se pudesse me mudar para lua. Esses casais na rua já estão me deixando muito irritado. Com uma xícara de café nas mãos, com a casa já limpa, sentado em frente a janela, observo a rua. Quantas vezes fiquei aqui, a sua espera, esperando descer de um ônibus qualquer, olhar para essa janela suja e silenciosamente sorrir com o sorriso mais lindo do mundo. Sugerir alguma coisa suja apenas com o olhar. Deixar-me louco, como um cachorro que ficou afastado do dono por anos, ao lado da porta, boquiaberto, perdido de amor.&lt;br /&gt;Agora já não consigo mais me imaginar velho ao seu lado. Já se tornou uma completa estranha. Seria uma relação estranha, depois que se perde a confiança nunca mais se conquista a felicidade. Não consigo imaginar uma relação normal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-115152141453015897?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/115152141453015897/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=115152141453015897' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115152141453015897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115152141453015897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/06/continuao.html' title=''/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-115151977434884375</id><published>2006-06-28T11:29:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T12:15:26.720-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop17072004.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop17072004.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Faltas.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Terapia Ocupacional de um Recém Abandonado. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Segundo Momento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não sei dizer se é o sono, de uma noite muito pouco dormida, ou seria já o tédio de todo esse universo ao meu redor. A famosa e conhecida minha vida. Todos os dias, quase que em um mesmo momento me questiono sobre a tão procurada felicidade. Estou feliz? Sou feliz? Posso me enganar em comparativos fora de qualquer contexto, tentando encontrar alguma nobreza em viver limitado, pelo fato de ainda não viver miserável. Seria eu tão convincente a minha própria consciência a fim de enganar a mesma e acreditar que o sonho é realidade, ou que a mentira é o único caminho? Seria feliz se tivesse tamanho poder. Chega de cores, paraísos imaginados ou planos para amanhã. Uma vez que planos são caminhos possíveis para realizações de sonhos. E sonhos não existem realmente. O que interessa agora são as metas. Objetivos traçados com extrema reflexão realista. Nada além do que é possível alcançar será procurado, nada além do possível realizável será iniciado. Mesmo que necessário uma dose imaginária de loucura, tendo a mesma como um momento de encontro com si mesmo em diversas formas possíveis em um universo particular, a loucura será vetada. Impedida de continuar, de dar qualquer segmento, de conduzir energia para a esperança, qual não passa de uma variação, uma loucura. Sim, a esperança é apenas uma variação da loucura. Não existe fé que não pode ser contestada, não existe coisa alguma sem fim. Tudo vai encontrar o fim, do mais valioso diamante ao mais velho dos seus diversos pares de sapato. Seu livro preferido, que em uma simples página pinta o seu imaginário com cores vivas acaba em uma não tão diferente página impressa de poucas palavras. E muitas vezes o fim de tão esperado nada satisfaz. Como tudo. Sabemos que vamos morrer, e nunca, nunca repito, estaremos satisfeitos. Pare de procurar então a satisfação. Eterna ela não é, assim como todos os sentimentos. O amor não é eterno, ele é algo mutante. Vive o tempo necessário, logo se transforma, obtém nova forma, então inesperadamente acaba. Assim como nada real, vivo, sentimentos e pensamentos não são eternos. Sequer essas palavras serão, pressas nesse universo em que nada pode ser tocado, mas apreciado, muitos dos melhores prazeres se resumem a observação. Quero uma dose suficiente. E com isso quero dizer, suficiente o bastante para me afastar da perfeita conclusão de idéias. Quero deixar de ser racional. Gosto quando um sabor, uma potência nuclear química corre pelo meu sangue desorganizando todo o sistema, acabando com qualquer barreira. Gosto de me sentir fora de si. Observo seu corpo, sempre, assim como os seus mais variados rostos, mentiras, sinto todos os seus beijos, as vezes sou o seu desejo, e outra parte dele apenas. Aprecio o momento. Levo apenas o prazer momentâneo, não dou deveras importância para vida, pois para isso seria necessário discursar sobre o mar, o céu, as criaturas, os efeitos, os medicamentos, todas as formas de fé e todos os seus santos de madeira, o elemento irreal, o não observado e nós dois, no final da lista, como um casal que apenas quer existir, mesmo que para isso seja necessário deixar a existência de lado por alguns instantes. Quero me tornar uma lenda, marcar o chão, as paredes, derrubar um símbolo do eterno, acabar com os simbolismos, as referencias, quero vomitar, e vê-la aceitar o beijo dessa mesma boca imunda, não de bactérias estomacais, mas de palavras que irritam, porque tiram o conforto dos conformados, dos esclarecidos, dos certos, cultos, corretos, corruptos, bons, ruins, todo tipo de existência, seja viva ou não, sempre encontro outras utilidades, para pessoas, para qualquer coisa, e para todos os sentimentos que agora em completo carnaval, em completa orgia, deixam vazia a minha racionalidade para escrever qualquer coisa sem sentido algum, e com todo sentido do mundo, pela qual as palavras esclarecem que eu sou e fazem também com que as pessoas não me entendam. Eu não preciso ser entendido, mas não posso ser limitado pela sua incompreensão. Existem coisas das quais não abro mão. O meu conforto não é o seu inferno e o seu paraíso não será o meu desgosto, o amargo, o talvez, o que não satisfaz. Com a vida tão curta, vamos apenas celebrar todo o prazer e calor do corpo, sentir correr pelo nosso sangue o gozo. Buscar a completa e total falta de lucidez e nos deixar levar pelo sono, álcool, gozo, o máximo como sempre, até que não seja mais possível a próxima dose, qual vamos retardar até o próximo despertar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-115151977434884375?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/115151977434884375/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=115151977434884375' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115151977434884375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115151977434884375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/06/faltas.html' title=''/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-115151829359943519</id><published>2006-06-28T11:10:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T11:27:06.220-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop18082004.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop18082004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Do Lado de Fora.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Terapia Ocupacional de um Recém Abandonado. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Terceiro Momento.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitos recados na minha espera, mas agora já é final de semana, retorno ao trabalho apenas na próxima segunda. Você me deixou na quarta. Próximo de quinta, deveria ser quase meia-noite, descobri a sua carta de adeus, qual não me conformo com as míseras três linhas de nobre conteúdo, não mereceria mais? Depois de três anos dividindo uma vida, você resolveu acordar cedo em uma quarta-feira cinza e deixar tudo para trás. Quinta não existiu, tomei alguns remédios e logo dormi por todo o dia. Sexta foi um dia tomado de reflexões, de limpeza do ambiente, de imaginações atômicas, e excessos com café. Agora sábado, sem café, preciso sair de casa. Procurar algum novo significado para a minha vida, além de claro, tentar não pensar em você. Logo sentado na mesa aprecio o silencio. Qual já perdeu a fama de assustador. Chega a ser um ambiente confortável a vida em silencio, talvez esse seja o eterno, o que nos espera depois da vida, assim que alcançamos a morte. O silencio. Me permito um banho digno de rei, sem limitações de tempo, fico horas submerso na banheira sentindo o efeito da água morna no corpo, um momento egoísta, um momento sem problemas, me sinto já dentro do útero da minha amada mãe, estou confortável, não tenho problemas, não quero nascer para mundo frio e realista, devo estar sonhando, uma vez que me sinto flutuando. Fecho os olhos. Bem vindo ao meu sonho. Estou dentro de um avião, cheio de pessoas que não conheço porém são muito simpáticas ao primeiro contato. Eu observo as centenas de crianças dando um adeus através das pequenas janelas, me permito rir da situação, cômica ao meu ver, sinto o avião se movimentar, fico tenso até perceber que estamos no ar, e no momento que perdemos contato com o chão eu perco contato com o meu corpo. Com os olhos fechados consigo sentir meu corpo flutuar sobre a cadeira, quebro a regra da gravidade e sinto meu corpo em suspensão no ar, abro os olhos e as centenas de crianças estão flutuando e rindo comigo, estamos em uma grande festa dentro do avião, as pessoas flutuam rindo da condição de cada um a sua volta, alguns mais desajeitados batem com a cabeça no teto, mas não é nada sério, é apenas mais um motivo para sorrir. Eu observo através da janela e vejo lindas e coloridas aves voando com o avião, elas nos guiam até um campo florido, faz sol, eu vejo o campo pela janela quando uma luz vermelha toma conta do avião, de repente as pessoas começam a travar uma luta desesperada para voltar aos seus lugares, apertam seus cintos, o avião treme em uma intensidade que consigo sentir meu cérebro batendo dentro da caixa craniana, máscaras de oxigênio caem sobre a nossa cabeça com o peso de um elefante, muitos já estão desacordados, eu aperto com força o braço da cadeira enquanto a máscara sufoca meu grito de desespero, e tudo fica escuro. Na escuridão sinto uma onda de calor que se aproxima e percorre todo o avião, queimando os poucos ainda vivos e acordados, rezando em voz alta na busca de um milagre, sinto o oxigênio queimar minhas veias e explodir a minha pele, sinto o impacto com o chão, o avião se quebra em mil pedaços, todos somos arremessados em todas as direções, quando tudo se transforma em escuridão e silêncio. A morte é um buraco escuro e silencioso, a nossa cova para o resto da eternidade, quando tudo parecia acabado, da escuridão e do silêncio surgem letras subindo verticalmente, como um letreiro final de cinema, mas elas contam a história da minha vida através dos fatos mais importantes vividos por mim até então, elas terminam no relato da minha morte, a qual acabo de lhes contar em detalhes mínimos, então a eternidade do fundo negro dá lugar a um colorido arco-íris, aquele que as emissoras de TV colocam no ar para que as pessoas consigam dormir em paz, uma coisa sem significado, como a vida deveria ser, fim do sonho. Acordo. Começo a sorrir quando sinto meu corpo suspenso. Sempre defendi a idéia de que o homem inveja as aves por não poder voar, não poder quebrar a regra da gravidade, e assim foi até que alguém teve a brilhante idéia de copiar o dom das aves. Hoje estamos voando muito acima delas, muito mais rápidos, quebramos a regra da gravidade, mas estamos longe de desfrutar um vôo tranqüilo de uma ave sobre um campo florido na primavera. Depois de ver e rever, milhares de acidentes aéreos eu perdi a confiança no avião. A cena é sempre a mesma, as pessoas dão adeus pela minúscula janela da máquina que triunfou sobre a gravidade, apertam os cintos, e depois de cinco minutos no ar se transformam em uma bola de fogo, pronto para cair sobre a cidade e dobrar o número de mortos. As vezes, andando pelas ruas você se depara com uma televisão ligada e meia dúzia de pessoas boquiabertas, vendo todo o apocalipse aéreo ao vivo pelo canal de notícias, algumas se permitem uma lágrima perder para prestar honras ao triste acidente, algumas se permitem apenas ao silêncio. Houve uma época que eu também ficava boquiaberto, torcendo para os bombeiros resgatarem do meio das ferragens algum carvão humano vivo, um pobre santificado pelo dom de sobreviver a uma sentença de morte, aquele pelo qual bebia mais uma dose para comemorar o nosso triunfo sobre o fracasso da máquina. Na verdade buscava mais um motivo para beber, e só isso. Nunca me sensibilizei com qualquer tipo de acidente, desde pequeno aprendi que a vida é um jogo, e os vencedores serão sempre os mesmos, e se você fizer uma aposta deverá arcar com os riscos. Voar em um avião é apostar na chegada segura do outro lado do oceano, mas existe o outro lado da moeda, as vezes o avião cai. Mas não é esse o motivo pelo qual nunca me dei o luxo de voar dentro da máquina que fascina os homens, eu não tenho pressa e nem motivos para conhecer o outro lado do oceano, e voar é algo que pretendo morrer invejando os pássaros. Qual é o prazer de se guardar dentro de uma lata apertada, que nos restringe todo o real prazer de voar? Sentir o ar deslizar pelo nosso corpo, e as nuvens se quebrar com o nosso contato, poder olhar para baixo e em qualquer direção na imensidão do olhar, e não através de uma minúscula janela, poder pousar sobre um florido campo e descansar, dormir com as flores sob o calor do sol. Chega de pensamentos perdidos, levanto-me da banheira, escolho uma roupa confortável e ganho a rua. Está na hora de encarar a realidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-115151829359943519?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/115151829359943519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=115151829359943519' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115151829359943519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115151829359943519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/06/do-lado-de-fora.html' title=''/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-115151765625535702</id><published>2006-06-28T10:52:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T12:16:14.516-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop01072004.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop01072004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;As ruas frias e sujas da cidade.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Terapia Ocupacional de um Recém Abandonado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quarto Momento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desconforto. Quer realmente saber como se sente um recém abandonado? Então procure no dicionário a explicação para o termo desconforto. Tudo, drasticamente, sem cor alguma. Sem vida. Sem a mínima graça. Poderia tranqüilamente calar um milhão de excelentes palhaços, nesse momento de muito drama, só consigo rir de mim mesmo. Andando com roupas de vinte anos atrás, tentando se esconder pelas ruas à procura de algum lugar para comer. Seria terrível encontrar com alguém conhecido. Logo me questionaria sobre você, e o que diria? Desapareceu espontaneamente? Me deixou um bilhete com três linhas e todos os caros presentes - para o meu orçamento - que tanto me esforcei para presenteá-la? Seria uma humilhação. Não entendo direito o sentido, estou abaixo de qualquer medida de humilhação e agora estou no resgate da minha auto estima. Na verdade estou evitando viver você. Estou à procura de um novo lugar qual não remete a sua pessoa. Preciso me afastar um pouco do universo, ficar fora da órbita terrestre, em suspensão. Para então, logo que me recuperar, retornar até a atmosfera com a violência de um meteoro, me chocar com a antiga vida, e transformá-la em cinzas. Dar sentido a evolução, uma chance para uma nova vida, um novo ciclo. Tudo é apenas uma questão de tempo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-115151765625535702?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/115151765625535702/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=115151765625535702' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115151765625535702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115151765625535702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/06/as-ruas-frias-e-sujas-da-cidade.html' title=''/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-115099758748533204</id><published>2006-06-22T10:23:00.000-07:00</published><updated>2006-06-22T10:33:07.496-07:00</updated><title type='text'>Sonhos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/meme.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/meme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um sonho. Trabalhe por ele. Invista nele. Busque a satisfação que não pode ser mascarada, qual é apenas visível, inicialmente, no projeto denominado sonho. Muitos sonhos dependem exclusivamente da nossa força de vontade, de quanto acreditamos, nos esforçamos e trabalhamos por ele. Outros podem depender não só de nós, mas  de demais pessoas que também dividem um mesmo sonho, um mesmo plano. Então é necessário o esforço em conjunto, a vontade coletiva de construir algo real, e assim alcançar a satisfação. Nada melhor na vida do que ter um plano concluído, o sucesso alcançado, a satisfação de muito tempo dedicado ao trabalho resultando em uma obra. Nunca desista dos seus sonhos. Busque pessoas que possuem a mesma visão, trabalhe, acredite, conquiste. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-115099758748533204?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/115099758748533204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=115099758748533204' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115099758748533204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/115099758748533204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/06/sonhos.html' title='Sonhos.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114962339342010622</id><published>2006-06-06T12:12:00.000-07:00</published><updated>2006-06-06T12:58:40.783-07:00</updated><title type='text'>A Extensão da Dor.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/window.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/window.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poucos são aqueles agraciados com o dom de esquecer. Poucos são aqueles que podem caminhar livres de correntes presas aos pés. O quanto o mundo me engana e o quanto eu escolho me enganar, não pode ser definido por um número ou interpretado como igual à extensão de um oceano. Eu sou infinito em alma, em profundidade, vive em mim abismos e paraísos secretos, harmonia e destruição, sou um complicado sistema de exatidão no equilíbrio das forças opostas.&lt;br /&gt;Eu sou nada. Uma parte tão pequena do universo que sequer possui algum significado. Somos todos tão pequenos diante de toda existência e mesmo assim lutamos, contra algo que não temos chance de vencer. Somos naturalmente perdedores, sempre procurando algo que faça valer a nossa efêmera existência, nessa realidade cruel e sem sentido.&lt;br /&gt;Procuramos algo que não existe, nos decepcionamos quando tomamos ciência disso, e durante toda essa busca erramos e magoamos uns aos outros.&lt;br /&gt;Como podemos nos magoar tanto? Como insignificantes seres podem elevar o sentimento ao extremo, e enxergar um sentido nessa imensidão confusa.&lt;br /&gt;Eu não quero mais sentir a extensão da dor sobre os meus ossos, a culpa pesar sobre a minha consciência suja, e o desentender me dominar quando deveria aceitar que eu também erro como todos os demais. Mas eu não me identifico como parte de um grupo, mas como um indivíduo próprio, diferenciado, como uma peça única, cheia de opinião e ideais. Alguém que gostaria poder passar despercebido, e gostaria de ser notado sempre que o desejo for mais forte. Somos escravos dos nossos desejos íntimos, somos assombrados pelos traumas de negação ao comportamento instintivo, sou uma completa destruição de idealizações perfeitas, quando a satisfação se satisfaz com apenas uma gota de sua ambição, e eu ainda sinto que preciso engolir o oceano.&lt;br /&gt;A dor me conduz até a luz da razão, me obriga a aceitar a real condição, percorre todo o meu sangue, se fixa nos meus frescos ossos, me deixa uma cicatriz como uma marca de aprendizado, que sempre queima quando muda a estação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sou carne e não coração. Coração e não sentimento. Um corpo vazio. Uma alma sem corpo. Sou um objeto ignorado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114962339342010622?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114962339342010622/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114962339342010622' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114962339342010622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114962339342010622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/06/extenso-da-dor.html' title='A Extensão da Dor.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114840796840434558</id><published>2006-05-23T11:10:00.000-07:00</published><updated>2006-05-23T11:14:43.500-07:00</updated><title type='text'>A loucura não está em si.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/04.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;foto por Shanna Ravindra, do ensaio Dark Lady, baseado no filme Sudden Fear.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo já cansado. O dia mal começou e eu não consigo pensar em como vou conseguir vencer as horas. Eu não entendo porque me sinto vazio. Olho ao redor, minha casa, a minha vida, o meu mundo não está em si, está perdido dentro do caos presente.&lt;br /&gt;Me sinto invadido por dentro, roubado em sentimento, enganado inconscientemente. Quero me salvar de qualquer coisa que possa estar por vir, quero me esconder onde nada pode me alcançar, quero me dividir para me resguardar.&lt;br /&gt;Escuto vozes e vejo situações que não existem. Vejo a possibilidade de um futuro mergulhado em trevas, ouço vozes de corpos que não estão mais aqui, estou um passo dentro da loucura ou a loucura está um passo dentro de mim.&lt;br /&gt;Eu não sei, não quero acontecer, quero me esquecer, me sentir um objeto usado e descartado. Quero me afogar dentro do meu desprezo, sentir o que pior há em mim, quero lutar contra todos os princípios e ideais, quero destruir o que está estabelecido e me transformar em desordem e confusão.&lt;br /&gt;Quero me identificar como algo, qual quero destruir e não ser. Renascer e morrer todos os dias, ser um novo alguém e sem se preocupar em deixar de ser o que eu nunca fui.&lt;br /&gt;Ser uma voz, uma direção, um ideal por hora.&lt;br /&gt;Não se apegar a nada definitivo.O definitivo é a constante transformação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114840796840434558?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114840796840434558/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114840796840434558' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114840796840434558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114840796840434558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/05/loucura-no-est-em-si.html' title='A loucura não está em si.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114805992364050499</id><published>2006-05-19T10:25:00.000-07:00</published><updated>2006-05-19T10:32:03.653-07:00</updated><title type='text'>Assentimento Espiritual.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/03.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;foto por Shanna Ravindra, do ensaio Dark Lady, baseado no filme Sudden Fear.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu procuro a calma agora. Me concentro no pequeno exercício do controle, penso antes de agir, antes de falar, penso e as vezes penso demais.&lt;br /&gt;Eu quero me encontrar, quero me descobrir em todas as bocas e entender onde os caminhos do entendimento se dividiram, e agora perdidos, estamos em universos desiguais.&lt;br /&gt;A morte interfere como uma ferida aberta e insistente. Quero me desligar do mundo, quero me reconhecer absoluto e exigir que não ocorra mais percepções inusitadas.&lt;br /&gt;Quero infligir a lei da concepção, e vomitar sobre o auditório a crua realidade.&lt;br /&gt;Vou me abrigar em roupas velhas, e me decidir renascer em vestes novas.&lt;br /&gt;Ressurgir como um morto sepultado. Decidir perder três minutos no infinito e voltar ao real, piscar os olhos e se descobrir capaz de se impor sobre a concepção, destruir toda percepção, e oferecer generosas doses de realidade.&lt;br /&gt;Não é impossível me compreender, mas quando se tem surdos a sua espera, não adiantar gritar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114805992364050499?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114805992364050499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114805992364050499' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114805992364050499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114805992364050499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/05/assentimento-espiritual.html' title='Assentimento Espiritual.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114797730537727489</id><published>2006-05-18T10:49:00.000-07:00</published><updated>2006-05-19T10:37:07.896-07:00</updated><title type='text'>Percepções.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/fim.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/fim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pouco importa a lucratividade quando se está infeliz. Ao meu redor eu observo um pequeno foco de luz, qual me conduz em direção ao fundo do abismo. Ao toque dos meus pés nus, eu sinto a escuridão mergulhar na alma. Nunca ninguém esteve ali. Estou eu sozinho no infinito nada inexplorável, perdido dentro do meu universo íntimo, procurando uma resposta para uma pergunta que não nasceu. Estou descalço.&lt;br /&gt;Sinto a dor explodir a base da minha coluna cervical, procuro me posicionar melhor, estou diante de algo que nunca explorei, algum lugar perdido em mim, penso em cálculos matemáticos simples, penso que preciso me sentir humano, racional, logo vou me perder no nada absoluto e talvez eu me desfaça em palavras soltas e sem sentido.&lt;br /&gt;Para qual lado devo seguir no fundo de um abismo sem saídas?&lt;br /&gt;Meu coração acelera à medida que dou o primeiro passo, frente a infinita parede de rocha que se impõe sobre o meu pequeno existir. Não há nada ali, mas aproximo meu ouvido para ouvir o que os ossos sussurram dentro de mim:&lt;br /&gt;- Não há nada aqui – Uma voz fraca orienta.&lt;br /&gt;Sinto a areia da praia tocar os meus pés. A luz do sol brilha forte, como se quisesse iluminar o meu oceano interior, e elucidar minha cabeça; estou na presença de Deus. Sinto meu corpo flutuar, e no ar dar voltar sobre o divino, sou agora um pássaro selvagem, me aproximo do sol, da luz da existência e lhe suplico uma confidencia:&lt;br /&gt;- Eu quero saber se posso voltar a me deixar guiar, por algo que não consigo explicar?&lt;br /&gt;O silêncio é o rei absoluto do vale da morte.&lt;br /&gt;Sinto meu corpo mergulhar no vazio. Sinto o sangue congelar nas veias, sinto a aproximação do fim. A queda se transforma em uma sala escura, cheia de corpos sem face, que me observam e sorriem. Estou no centro de um grande círculo de sentimentos confusos, e eles me apontam a vergonha com sonoras gargalhadas.&lt;br /&gt;- O que fiz de errado para merecer castigo? Meu grito não ultrapassa a fronteira da boca, a lágrima não consegue vencer o orgulho e o ar seco invade meus pulmões.&lt;br /&gt;Estou sozinho novamente. No abismo frio e escuro. Com os pés descalços eu sinto o chão me chamar. Me aproximo novamente dos ossos do abismo que existe em mim, os ossos sussurram:&lt;br /&gt;- Ninguém irá lhe dizer o que deve fazer, é preciso ampliar sua percepção para poder conquistar a compreensão e descobrir o que não consegue explicar.&lt;br /&gt;O frio me consome a alma.&lt;br /&gt;- E me deixo guiar pelo que não consigo explicar?&lt;br /&gt;O abismo se resguarda no vale da morte.&lt;br /&gt;Mais uma vez estou perdido no labirinto amargo do meu prazer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114797730537727489?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114797730537727489/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114797730537727489' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114797730537727489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114797730537727489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/05/percepes.html' title='Percepções.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114509543637239057</id><published>2006-04-15T03:00:00.000-07:00</published><updated>2006-04-15T03:03:56.373-07:00</updated><title type='text'>Ignore o relógio.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop10052004.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop10052004.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo errado, tudo absurdamente errado. Basta um tempo distante e todo o universo se transforma. O tempo deveria ser ignorado e o fato de envelhecermos deveria ser justificado com uma equação química. Ignore o relógio, o tempo, a medida, suas mãos tomadas pela velhice, pare de contar o tempo. Essa é a principal questão. Estou voltando. Logo vamos importunar os vizinhos. Não se trata de tempo perdido, mas um tempo necessário para uma grande transformação. De volta aos bons velhos tempos, mas agora com uma consciência bem mais definida. E completamente irresponsável. Espero que, definitivamente, pare de chover sobre a minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114509543637239057?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114509543637239057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114509543637239057' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114509543637239057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114509543637239057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/04/ignore-o-relgio.html' title='Ignore o relógio.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114509509446125400</id><published>2006-04-15T02:53:00.000-07:00</published><updated>2006-04-15T02:58:14.463-07:00</updated><title type='text'>Um erro.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop11052004.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop11052004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabe com a dor. Acabe com tudo que estiver errado entre nós. Se você se acredita certa, é por que juntos estamos errados. Tudo tem um significado claro, mas não estamos nos entendendo. Estou triste por nós dois. E triste pelo o fim que se aproxima. Está frio. O frio está dentro de nós. E isso está tão claro quanto a luz do sol. Não importa o errado agora, estamos nos desligando, desistindo, acabando. Logo a tristeza vai estar aqui. Talvez para uma conversa, ou talvez por alguns meses. Eu não vou me tornar escravo da sua dor. Eu não vou procurar uma mentira para substituí-la. Eu nada posso e vou fazer. Apenas vou buscar na solidão, no isolamento, um novo caminho para seguir. É a dor que se aproxima mais uma vez. É o fracasso em seu dia de glória. Um erro. O tempo é o único com respostas. E é necessário muito tempo para entender o que aconteceu aqui. O amor morreu entre essas linhas. Crucificado pela nossa desistência e falta de paciência. Um erro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114509509446125400?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114509509446125400/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114509509446125400' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114509509446125400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114509509446125400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/04/um-erro.html' title='Um erro.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114507642572169199</id><published>2006-04-14T21:09:00.000-07:00</published><updated>2006-05-19T10:40:33.946-07:00</updated><title type='text'>Oasis show em São Paulo 15.3.2006</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/oasis_f_004.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/oasis_f_004.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Lately did you ever feel the pain In the morning rain As it soaks it to the bones *&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Oasis, "Live Forever")&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Banda.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oasis morreu. E não foi agora, dias depois do show em São Paulo, calma, foi logo depois de conquistar o mundo com o primeiro álbum, desse momento em diante o que pode ser observado é uma banda doente, em coma e logo morta. Desde o dia de sua morte, até o momento agora, o fogo da "maior banda do mundo" não consegue ascender um cigarro e por isso Deus seja louvado. Lembro que de fato o Oasis já foi pop. Hoje não é mais. Mesmo com seus singles sendo lançados e SUPER produzidos, MESMO com sua legião fiel de fãs atrás de cada passo dado, o Oasis não é mais como era antigamente. Talvez o problema seja as drogas, talvez seja o ego, talvez tudo seja um golpe de marketing que não funciona mais e eles, em um intervalo de quase 20 minutos vão ao banheiro e conferem suas contas no exterior atráves de lap tops. O Oasis hoje se resume ao comentário de um vip qualquer abrigado da forte chuva que não cessou um minuto dentro do camarote: - Quero ver duas ou três músicas e cair fora! Sim, esse insignificante tem razão, e não é pela chuva que pegou pesado, mas porque o Oasis até parece um cover de si mesmo, mal feito, se essa fantasia ainda fosse possivel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/oasis_f_005.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/oasis_f_005.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pensamento da metade mais calada e consciente do público presente não está errado, muitos, e digo muitos mesmo, pagaram caro para descobrir porque os irmãos ingleses vivem dizendo que são "os melhores do mundo", e descobriram que pagaram caro demais. Outros de fato, assim como o sincero Vip no camarote, queriam ouvir uma música ou outra, qualquer observação mais atenta quanto ao set list estaria além do seu conhecimento. Sim, teve aqueles mais idiotas que apenas querem acrescentar mais um nome para a sua lista de shows e claro os fanáticos. Não tem o que se discutir com fã de banda, mas com fã de música. Estava eu lá esperando um bom sinal com Supersonic, quando o terrível baterista Zak Starkey, filho de alguém que não deve se orgulhar, socava a bateria quando o Sr. Noel resolveu que iria tocar sim, mas seria da pior forma possível. Supersonic foi o ápice da apresentação. Um péssimo cantor, resgatando a grana investida em álcool e prostitutas na companhia de péssimos músicos - com prêmio de excelência e destaque para o Sr. Zak Starkey baterista e o guitarrista ególatra Noel. O Oasis é hoje uma piada velha contada um zilhão de vezes. Que alguém logo - o mais rápido possível - jogue a última pá de terra. Graças ao bom Deus eu não gastei nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/oasis_f_010.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/oasis_f_010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Set List.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. Fuckin in the Bushes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. Turn Up the Sun&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. Lyla&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4. Bring it on Down&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5. Morning Glory&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;6. Cigarettes and Alcohol&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;7. The Importance of Being Idle&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;8. The Masterplan&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;9. Songbird&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;10. Acquiesce&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;11. A Bell Will Ring&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;12. Live Forever&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;13. Mucky Fingers&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;14. Wonderwall&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;15. Champagne Supernova&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;16. Rock 'n' Roll Star&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&gt; Bis:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;17. Supersonic&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;18. The Meaning of Soul&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;19. Don't Look Back In Anger&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;20. My Generation&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) "Ultimamente você sentiu a dor/Numa manhã de chuva/Como se molhasse até os ossos".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114507642572169199?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114507642572169199/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114507642572169199' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114507642572169199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114507642572169199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/04/oasis-show-em-so-paulo-1532006.html' title='Oasis show em São Paulo 15.3.2006'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114367336397875677</id><published>2006-03-29T14:59:00.000-08:00</published><updated>2006-03-29T15:02:43.980-08:00</updated><title type='text'>Noites de Domingo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/banda.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/banda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O calor do ambiente não compromete a música." Estava meditando. Estamos procurando uma definição para o que produzimos. Eu estava procurando. Era necessário uma definição. Como um caminho. Uma ideologia. Eu precisava saber. O que estamos realmente produzindo? Uma dúvida que explodia na minha cabeça. Lá dentro. Na mais obscura profundidade. Próximo da alma. Defina. Definição. Tudo precisa estar definido. O que você quer para a sua vida? Quem você é? Qual a sua função? Utilidade? Papel? Você tem definição? Eu precisava de uma. O que produzimos? Barulho? Talvez. Estou em completo êxtase - estado da alma em que os sentidos se desprendem das coisas materiais - já estava distante com a música, o álcool já não era inimigo. Era uma porta de entrada. Um universo novo. Poucas, porém importantes pessoas. Sorrisos. Pássaros que conversam comigo. Era a música. Era uma luz nova. Era uma revolução entre todos os ossos e o tecido da pele. Poderia morrer agora. Feliz. Que se foda todo o resto do universo e os seus problemas sociais. Eu não me importo. Estava bem. Encontrei, depois de vinte anos, uma porta que me leva novamente ao ventre, ao início, ao conforto e toda paz do mundo. Música. Poucas pessoas me compreendem. Quando estou lá, gritanto - Não quero ser um robô - quero dizer que não quero ser um exemplo. Não quero desempenhar todas as funções com 100% de sucesso. Quero me fracassar algumas vezes. Quebrar os ossos e observar o céu. Ferrar-se em problemas e depois, de vencer um oceano, conseguir respirar por cinco minutos e fazer poesia. Poder cantar que - Meu corpo quer respirar na água e meu coração precisa voar - para fugir dessa prisão social. Com determinações, normas, modos - maneira de ser, de fazer ou de dizer as coisas - tudo já determinado. A sua vida toda escrita pela ambição dos seus pais. Quero me divorciar da família. Acreditar no sonho. Construir o meu universo e selecionar os convites. Ter a chave da porta e só permitir a entrada de culpados, errados, iludidos. Todos julgados pelas suas leis, tão incoerentes, sem sentimento algum. Um mundo de concreto e poder. Vai ser divertido queimar a sua casa milionária, beber o seu sangue em um cálice de ouro. Comer o seu corpo em pequenos pedaços decorados com os mais finos condimentos franceses. E o que sobrar pregar na cruz. Ordenar que cruze os pés para economizar um prego. Cometer todos os erros do mundo. Por que existe o perdão. E o perdão é algo que apenas aqueles que sentirem dor podem fazer. Perdoar. Perdoar a dor. Perdoar as mágoas. Absolver de culpa, ofensa ou dívida. Desculpar; poupar. Eu sou normal. Eu cometo erros também. E quando desejar, o céu pode ser da cor que eu desejar. Eu tenho um conjunto de 48 lápis coloridos. Então o mundo é apenas um desenho para ser colorido. E os pecados não existem. Os muros são limitações idiotas que destroem a paisagem. Eu sou um animal. E sob as suas leis eu não vou servir, me comportar, ser dominado. É a música. É o que estou cantando. É o que tento por muitas vezes te dizer. Enquanto você está pensando - Existe lucidez em tudo isso? - Vivo tentando explicar, lucidez não existe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114367336397875677?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114367336397875677/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114367336397875677' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114367336397875677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114367336397875677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/noites-de-domingo.html' title='Noites de Domingo.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114367312023171064</id><published>2006-03-29T14:47:00.000-08:00</published><updated>2006-03-29T14:58:40.246-08:00</updated><title type='text'>Talvez amanhã.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/copos.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/copos.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não me sinto bem. Não me sinto bem faz algum tempo.&lt;br /&gt;Tenho a minha vida para cuidar. Tenho a minha vida por fazer.&lt;br /&gt;É bom tê-la ao meu lado, mas não sempre. Eu não sei. Eu não sei tantas coisas, sou um estúpido. Desde então, tenho feito tudo errado. Faz alguns anos já. Não é de hoje. Não é só com você. Temos idéias diferentes, mas um mesmo sentimento. Qual tenho medo de destruir.&lt;br /&gt;Prefiro me isolar.&lt;br /&gt;Fugir para qualquer lugar. Construir um vida. Tentar ouvir quem eu nunca dei muita atenção. Fazer o que deve ser feito e fazer o que eu quero. Ser o que eu sou. Desistir de máscaras, sorrisos de plástico e desconforto.&lt;br /&gt;Desconforto.&lt;br /&gt;Muitas vezes com você, com todos, comigo. Eu sou egoísta. Não sei o que você deve estar pensando agora.&lt;br /&gt;Me desculpe.&lt;br /&gt;Me desculpe todos, já que eu erro demais e portanto deve haver muitas pessoas tristes comigo. Estou tentando ser melhor. Talvez amanhã tudo esteja melhor.&lt;br /&gt;Espero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114367312023171064?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114367312023171064/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114367312023171064' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114367312023171064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114367312023171064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/talvez-amanh.html' title='Talvez amanhã.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114367236631939951</id><published>2006-03-29T14:42:00.000-08:00</published><updated>2006-03-29T14:46:06.323-08:00</updated><title type='text'>Um fóssil submerso.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/hidrogin.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/hidrogin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São Paulo, mais uma tarde cinza e chuvosa. Ideal para escutar aquela música triste, se afogar em nostalgias passadas, pensar em como poderia ter sido melhor, e também em uma maneira eficiente de cometer suicídio. Organizar uma carta de despedida, queimar as últimas horas revendo fotografias antigas e dizer adeus. Nada. Estou sob uma chuva infernal a caminho do clube. Por quê? Gordura localizada. Não estou nem um pouco interessado em passar horas sob uma bicicleta e muito menos deslizando como manteiga na chapa quente sob uma esteira. Isso é exercício para os gordos absolutos, e como ainda não tenho a proteção do Greenpeace, como mamífero marinho em extinção, estou apenas "um pouco" acima do peso ideal e com uma delinear barriga, decidi que o programa de extermínio de gordura do clube seria o suficiente, assim como o corte de todo alimento frito, além de refrigerantes e excessos de açucares, mas por mais impossível que possa parecer, eu vou conseguir, fé em Deus e promessa para Santo Expedito, não seria exagero? São só 4 quilos e um abdômen definido. Muita fé que eu vou conseguir. Chego no Clube, a primeira etapa é uma aula de hidroginástica. Nada mal, melhor do que passar horas na piscina nadando, sem parar, pensando apenas nas malditas gorduras sendo queimadas para serem transformadas em energia, suor, definição muscular, estou como um psicopata á captura da próxima vítima nesse novo papel de assassino serial de células adiposas. Estou bem vestido. Apropriado para a aula. O que dizer sobre vestir uma sunga? Ridículo! Mas normas são normas. Se eu contar que carrego comigo uma toalha cor de rosa, acredito que a cena não deve ficar boa, assim, imaginando. Sim, a cena era péssima. Lá, em pé, em direção a piscina aquecida (graças a Deus e a tecnologia) se encontra o Ghilardi, intelectual, artista, músico, gordo, de sunga em posse de sua toalha cor de rosa, pronto para suar durante uma hora sem parar, em uma piscina infernal, com todos os movimentos aquáticos que uma aula de hidroginástica pode exigir. Ao entrar pela porta me dou conta que os parceiros, melhor corrigir isso, parceiras. Trata-se de um time de sessenta velhinhas frágeis, que tranqüilamente são avós ou bisavós no seu universo familiar, dentro dos seus modernos maiôs dos anos 60, com suas estampas de araras, todas empolgadas, prontas para malhar na água, comigo. Devo estar enganado. Peguei os horários errados, penso. Nada disso, a aula deve ser destinada ao público de terceira idade, vou embora, sim, volto por essa mesma porta e corto os pulsos em um vestiário vazio, ou me conformo com essa forma gorda de ver a vida. Não, eu não quero, quero poder olhar para o espelho e me sentir bem, visivelmente agradável, atrativo, o que acontece com a minha vaidade, sim, vou atrás do objetivo, entro na piscina, velhas apertem os cintos, essa água vai ferver! Foi maravilhoso. Mulheres engraçadas, cansadas de serem vistas apenas como profissionais da cozinha, todas lá, fazendo revolução, sob a água e com um professor "delicioso" - assim elas diziam, "Há se eu tivesse quarenta anos a menos", e no meio de tudo isso, lá no centro da diversão idosa, Ghilardi, o peixe boi da zona oeste de São Paulo, pronto para perder gorduras, e aprender ótimas técnicas de preparação de bolos. Elas são ótimas. A primeira impressão era um mundo de dinossauros sendo invadido pelo mar, sessenta dinossauros e eu, o elo perdido, o viajante do tempo, que nada, sou um bastardo preconceituoso, elas contam piadas, elas dançam na água, entendeu isso? ELAS DANÇAM SOB A ÁGUA. Não diria que se trata da leveza de uma água viva transando com o oceano, boa parte das senhoras, mães, avós, bisavós, está acima dos cem kilos, mas o que importa? A água é diversão. Algumas tentam esconder um sorriso mais vistoso, uma gargalhada mais escandalosa, precisam manter um ar de respeito, são senhoras, são as donas da piscina, eu sou o invasor gordo que toma atenção do professor "delicioso" por me prender com os instrumentos da aula, sou um idiota, e elas são ótimas. Lá fora a chuva está tomando conta da cidade, e acabando com ela, aqui dentro na água, dez dezenas de mulheres estão aproveitando esse momento , vivendo, se divertindo, e no meio delas um fóssil submerso, eu, o gordo, como conto mal as piadas, e como as mulheres, assim como o vinho ficam cada vez mais fascinantes, sou fã, todas as semanas vou estar lá, com elas, sob a água.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114367236631939951?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114367236631939951/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114367236631939951' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114367236631939951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114367236631939951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/um-fssil-submerso.html' title='Um fóssil submerso.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114367211172125472</id><published>2006-03-29T14:38:00.000-08:00</published><updated>2006-03-29T14:41:51.733-08:00</updated><title type='text'>Incomunicável Social.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O dia está quente como o inferno, e o sol consegue destruir qualquer tentativa de se manter lúcido, e no centro de todo esse inferno estamos nós, os animais. Somos todos animais, e os animais resolveram sair de casa. Todos juntos. Terrível. Infelizmente preciso estar entre eles, e eu não entendo se o problema de relacionamento social, está na minha falta de capacidade de estabelecer qualquer forma de relacionamento com a sociedade, ou a sociedade, é terrível demais para se tentar estabelecer algum contato. Eu procuro não existir nesses momentos. Estou em qualquer lugar, menos em mim mesmo. Acredito ser desnecessário qualquer abordagem com os demais indivíduos, todos são um mesmo animal qual pretendo manter distancia. Se ao menos fosse possível ser invisível. Adoraria. Ou se para toda sociedade, eu fosse um animal incomunicável, seria algo de fato maravilhoso. Eu não sinto falta de interação com os demais, acredito que existem pessoas que nasceram com esse dom. Certamente não sou uma delas. Eu também não me sinto superior a ninguém, pelo contrário, muitas vezes me sinto inferior, e por esse e demais problemas de relacionamento social, eu prefiro me isolar. O isolamento é uma opção, e não uma doença. Me deixem em paz, eu apenas preciso de um tempo vazio, para nada pensar, nada exigir de mim, é como o tempo que a maioria das pessoas perde assistindo televisão. Um momento para esquecer a existência, e tudo ao seu redor. O isolamento não é uma solitária depressão, mas apenas um momento para pouca ou nenhum esforço, é como um dia de folga do meu relacionamento social, sem necessariamente estar me dedicando a filosofia, planejamento, conclusões, ou qualquer reflexão. E isso para minha pessoa, para esse animal qual sou, é de tamanha necessidade quanto a água. Pior é que existem pessoas que acreditam que isso seja um problema, e que podem resolver. Não é um problema, e portanto não há o que resolver. Apenas me deixe só, nada mais. Não crie um problema, e também não acredite que a solução, ou obrigação de solucionar esse equívoco, está em você. Como certeza, essas pessoas são o último lugar onde uma solução pode estar. Odeio super atividade. Pessoas super ativas se consideram especiais, quando na verdade são tão problemáticas quanto os demais. Apenas não tem coragem para encarar seus próprios demônios e portanto necessitam dos problemas alheios para se enganar. Quando for preciso ajuda, realmente preciso, serei o primeiro a dar o alerta, e pouca ou nenhuma vez, me dei ao trabalho de um falso alerta. Se não houver alerta nenhum, não se preocupe. Eu estou vivo, e isso não significa que eu esteja bem, mas que a solução está comigo, assim como o problema, e não com mais ninguém. Se isso é estranho para você, mantenha estranho, não perca o seu tempo, e não faça eu perder o meu. As vezes é necessário ser antisocial apenas para gozar de um momento de paz de espírito, e quando for preciso eu serei, e espero que se necessário você também seja. Para super atividade, energia inesgotável, procure uma organização não governamental e ofereça sua colaboração, será mais útil, acredite. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114367211172125472?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114367211172125472/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114367211172125472' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114367211172125472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114367211172125472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/incomunicvel-social.html' title='Incomunicável Social.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114323597594343478</id><published>2006-03-24T13:19:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T13:36:28.223-08:00</updated><title type='text'>Lust For Life - Iggy Pop</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após sair de um sanatório em 1975, Iggy Pop encontrou grande resistência por parte das gravadoras para lançar o que seria o seu primeiro disco solo, Kill City. Contou com o apoio do amigo David Bowie que além de ceder seu estúdio e compôr as músicas de quase todo o disco, ainda participou da banda como pianista, tanto no disco quanto ao vivo. Com as rádios adotando canções como Lust For Life, The Passenger e Some Weird Sin, Iggy Pop acaba ressurgindo em plena era punk, como a incorporação de tudo que gente como Sid Vicious e outros tentavam simbolizar. David Bowie regravaria na década de oitenta a canção "Tonight" e Siouxie &amp;amp; the Banshees conseguiria outro hit com "The Passenger."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Lust For Life.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tesão Pela Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Here comes Johnny Yen again.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lá vem Johnny Yen novamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;With the liquor and drugs.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a birita e as drogas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;And the flesh machine.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E a máquina de carnes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;He's gonna do another striptease.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele vai fazer outro striptease.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hey man where'd you get that lotion?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ei cara, onde cê arrumou esta loção?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I´ve been hurting since I bought the gimmick.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou ferido desde que comprei a lorota.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;About something called love.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sobre algo chamado amor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yeah, something called love.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É, algo chamado amor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Well that's like hypnotizing chickens.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ora, isto é como hipnotizar galinhas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Well I am just a modern guy.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu sou apenas um cara moderno.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Of course I've had it in the ear before.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É claro que já tomei na orelha antes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Because of a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por causa de um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;'Cause I lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pois eu tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I'm worth a million in prizes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tô valendo um milhão em prêmios.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;With my torture film.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com meu filme de torturas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Drive a G.T.O.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dirijo um GTO.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wear a uniform.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Visto um uniforme.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;All on a government loan.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tudo num empréstimo do governo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I'm worth a million in prizes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tô valendo um milhão em prêmios.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yeah I'm through with sleeping on the sidewalk.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É, dei um basta em dormir nas calçadas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No more beating my brains.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Chega de surrar meus miolos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No more beating my brains.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Chega de surrar meus miolos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;With the liquor and drugs.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a birita e as drogas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;With the liquor and drugs.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a birita e as drogas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Well I am just a modern guy.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem eu sou apenas um cara moderno.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Of course I've had it in the ear before.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É claro que já tomei na orelha antes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Because I´ve a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porque eu tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;'Cause of a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por causa de um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I got a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Got a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oh a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Oh, um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oh a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Oh, um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I got a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I got a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Well I am just a modern guy.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem eu sou apenas um cara moderno.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Of course I've had it in the ear before.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É claro que já tomei na orelha antes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;But I´ve a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;'Cause of a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por causa de um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Well, here comes Johnny Yen again.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem, lá vem Johnny Yen novamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;With the liquor and drugs .&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a birita e as drogas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;And the flesh machine.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E a máquina de carnes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Well I know he's gonna do another striptease.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem eu sei que ele vai fazer outro striptease.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hey man where'd you get that lotion?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ei cara, onde cê arrumou esta loção?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Your skin starts itching once you buy the gimmick.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sua pele começa a coçar assim que compra a lorota.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;About something called love.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sobre algo chamado amor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oh love love love.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Oh, amor, amor, amor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Well that's like hypnotizing chickens.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ora, isto é como hipnotizar galinhas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Well I am just a modern guy.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Bem eu sou apenas um cara moderno.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Of course I've had it in the ear before.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É claro que já tomei na orelha antes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;'Cause of a lust for life.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por causa de um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;'Cause of a lust for life.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por causa de um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Got a lust for life.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yeah a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I got a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oh a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Oh, um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I got a lust for life.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yeah a lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I got a lust for life.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu tenho um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lust for life.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tesão pela vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lust for life.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tesão pela vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114323597594343478?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114323597594343478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114323597594343478' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114323597594343478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114323597594343478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/lust-for-life-iggy-pop.html' title='Lust For Life - Iggy Pop'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114323496732212326</id><published>2006-03-24T13:11:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T13:16:07.323-08:00</updated><title type='text'>11:52</title><content type='html'>Não é possivel isso. Eu ainda sou aquele menino que limpa as lágrimas na manga da camiseta, com as mãos sujas de barro, eu limpo sujando o rosto, mas as lágimas que fugiram dos olhos estão marcadas no meu rosto, para sempre.&lt;br /&gt;Corro então para o centro da brincadeira, para esquecer tudo isso. Tem uma vergonha comendo o meu estômago, um frio quebrando a espinha, uma voz martelando dentro de mim falando:&lt;br /&gt;- Corra!&lt;br /&gt;Se der tempo ao tempo a única coisa que vai conseguir é distância. Essas são palavras minhas; o tempo só constroí distância. Estou há muito tempo distante de mim e com isso tenho uma distância infinita entre o que eu sou e o que me tornei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114323496732212326?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114323496732212326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114323496732212326' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114323496732212326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114323496732212326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/1152_114323496732212326.html' title='11:52'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114306796246733278</id><published>2006-03-22T14:47:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T13:19:17.590-08:00</updated><title type='text'>Uma Música Francesa Espetacular.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/liz.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/liz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois amigos. Novos na cidade. Uma cidade pequena, com poucos lugares. Uma cidade de conhecidos e pecados abafados pelo silêncio moralista invisível. Um bar qualquer. No centro, próximo de ruas escuras e sujas. Ruas testemunhas de crimes e desordem.&lt;br /&gt;O bar. O refúgio dos perdedores. O cheiro do pecado está no ar. Pecar é não pecar, alguém escreveu em uma parede. No bar uma música francesa. Pouca luz, muitos ratos. O bar é pouco freqüentado. Todos já estiveram ali, mas ninguém quer se encontrar. Um bar de desencontros ou encontros com o pecado. Um momento não público dos políticos sujos, que procuram os favores de algumas prostitutas, que se escondem pelos cantos. Os dois amigos logo se sentem em casa. O pouco dinheiro se transforma em uma garrafa de vinho do porto, e uma dose de whisky. Um homem só, fumando um charuto barato, em um dos poucos cantos iluminados do bar, joga cartas. Ri sozinho da própria derrota e da própria vitória. Espera ser desafiado. Uma quantia tentadora de dinheiro está na sua frente, sob a mesa crua de madeira maltratada e velha. Uma aposta interessante, pensa um dos amigos novos na cidade, o mais fraco diante das ambições do mundo. Uma conversa rápida e os valores são negociados. Pensa. O suficiente para sair deste inferno pela manhã. No primeiro ônibus que partir para o oeste. Jogar por amor ao jogo, perder não é uma alternativa. Logo as cartas estão na mesa e os olhares perdem a simpatia.&lt;br /&gt;Em outro canto, o outro amigo sozinho e novo na cidade, procura um assunto qualquer com o velho guardião das bebidas. O jogo vai ser longo, pensa, preciso de algo para enganar a mente. Enquanto procura qualquer assunto em comum, com o velho guardião das bebidas, que com um pedaço de tecido imundo dá brilho aos copos, vai lentamente engolindo a dose doce de whisky. O velho se aproxima, diz algo sobre doces e perfeitos olhos, que através de uma cortina negra atrás do bar, observa o novo corpo na cidade perdida no tempo, o velho se aproxima e sussura uma proposta interessante. O conhecido bebe mais uma dose de whisky sem tirar os olhos daquela cortina negra. Imaginando qual o preço dessa proposta de uma desconhecida tão misteriosa. O velho com poucas palavras define: - É a francesa. Ele acaba com a dose de Whisky. Observa o amigo em pequena vantagem em um jogo de risco e perigo em uma mesa próxima. Joga sobre o balcão os últimos trocados de alguém sem destino. O velho guardião das bebidas sinaliza para que guarde o dinheiro. Pagamento somente aceito após o serviço, mediante a satisfação do cliente. Ele desconfia, porém guarda o dinheiro em local seguro. Pensa, tempo suficiente, para se satisfazer ou morrer. O velho abre a cortina negra, atrás do bar, e revela-se um corredor. Sujo, como todo o lugar e mal iluminado. Porém a música francesa, antes abafada, agora pode ser ouvida perfeitamente. Pensar demais é um sinal de medo e fracasso. O amigo preso a jogatina sequer nota o amigo se perder pelo corredor obscuro do bar, ele só consegue ver as cartas em suas mãos e nas mãos de seu oponente.&lt;br /&gt;Anda em passo marcado. Ao fundo, o barulho de copos, risadas secas e traiçoeiras, e o andar de ratos. Anda em direção a luz no fim do corredor, ao longo do percurso revela-se outras portas, alguns pares de olhos que vigiam o local. O frio da incerteza percorre lentamente sua coluna. No fim encontra-se apenas um quarto. Com pouca luz, paredes marcadas por séculos de vida; talvez milênios. Caixas de vinho do porto, lixo e os comuns ratos, dividem o quarto com uma cama de lençóis trocados. Sente-se um aroma de primavera perdida entre tanto lixo. Sente um arrepio desconfortável. Estranho. E a música francesa está alta, porém ainda é um mistério sua origem.&lt;br /&gt;Uma sombra se aproxima. É ela. A misteriosa dona dos doces olhos perfeitos. Sem dizer nada ela se aproxima. Sobre a pouca luz revela-se uma beleza jamais vista. Ele perde a compreensão do que acontece a sua volta, tamanha beleza desconhecida. Ela, no controle da situação, sem dizer nada, senta o novato sobre a cama de lençóis trocados e começa a se despir. Nos pés apenas um salto fino; negro, perde-se pelo quarto. As pequenas tiras de couro que envolviam todo o tornozelo deixa livre os movimentos das perfeitas pernas douradas. Uma obra de Deus, tamanha perfeição. Uma saia curta deixa o bronzeado das pernas á mostra, logo a calcinha branca começa a aparecer. Ela dança sensualmente o eco da música francesa que atravessa o corredor e encontra o bar; ainda é possível ouvir o bater dos copos e o contar de moedas. Uma camisa branca esconde os belos seios médios, porém perfeitamente desenhados e dourados de sol. Na camisa se abrem botões. A música francesa fascina. Ele entra em êxtase.&lt;br /&gt;Com ousadia abre uma garrafa de vinho da reserva. Tem uma habilidade incrível o que lhe poupa tempo. Pensa, ninguém vai se importar, bebe um quarto de todo conteúdo em segundos, o suficiente para adoçar os lábios. Ela se aproxima, com a camisa já aberta e os seios á mostra, perde-se a saia em algum canto escuro, de calcinha em passos de anjos pega a garrafa das mãos dele, e com vinho adoça os seios. Delírio. A música francesa é perfeita demais.&lt;br /&gt;Uma transa espetacular. O tempo não existe, os movimentos são lentos, são rápidos, são institivos.&lt;br /&gt;Tomada pela fadiga do esforço e o corpo banhado de suor, ela se mantém de bruços, nua, sob a cama. Ele se levanta, pensa que talvez tenha sido a melhor de toda a sua vida. Uma vida toda á procura de uma transa, nos fundos de um bar sujo. Enquanto se veste tenta conversar sobre os valores, ela pouco lhe dá atenção. Agora com um sorriso enigmático observa distante o teto escuro. Ele pensa, talvez tenha sido a melhor transa para ambos. Talvez ele seja pretencioso demais.&lt;br /&gt;Próximo de uma parede uma velha cadeira, sob ela ele deixa o dinheiro. Ela se levanta e senta sob a cama. Negativamente com o olhar recusa qualquer valor. Ele se aproxima das caixas de vinho do porto e pega duas garrafas, diz que o dinheiro sob a cadeira cobre o valor dos custos. Ela sorri, enquanto ele anda ainda desnorteado pelo corredor. Ela está cantando a música francesa. Esteve cantando o tempo todo. Ele ascende um cigarro e abre novamente a cortina negra.&lt;br /&gt;No bar, a sua espera, o amigo ambicioso sorridente. Agora com um charuto barato entre os lábios e a fumaça dos pecados a sua volta. Ganhou no jogo. Quer lhe pegar mais uma dose de bebida. O velho guardião das bebidas nada diz a respeito das garrafas em suas mãos, apesar de olhar negativamente. Ele se aproxima e diz que o custo foi pago. Está com ela. O velho agora sorridente, diz:&lt;br /&gt;- Ela é a dona do bar. Uma francesa que gosta muito de sol.&lt;br /&gt;Ironia, tanta beleza presa em um local sem luz. O amigo nada entende, e não precisa entender. Bebe uma última dose de whisky com água - ele sabe viver - e logo nos despedirmos do velho guardião das bebidas. O bar, antes quase vazio, agora se vê por completo abandono.&lt;br /&gt;Na rua novamente. Sem destino. Dois conhecidos em uma cidade pequena. Em um centro velho, sujo e esquecido. Onde poucas almas se escondem pelos becos, e muitos demônios estão á procura de uma próxima vítima. Logo o sol vai iluminar as ruas e eles podem sumir desse lugar. No próximo ônibus para o oeste.&lt;br /&gt;- O que vamos fazer agora? argumenta o amigo enriquecido pela jogatina viciosa.&lt;br /&gt;Ele abre uma das duas garrafas de vinho.&lt;br /&gt;- Vamos acabar com o vinho, esperar o sol nascer e sumir deste lugar.&lt;br /&gt;Aquele foi um belo dia de sol. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114306796246733278?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114306796246733278/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114306796246733278' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114306796246733278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114306796246733278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/uma-msica-francesa-espetacular_22.html' title='Uma Música Francesa Espetacular.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114306762709552973</id><published>2006-03-22T14:38:00.000-08:00</published><updated>2006-03-22T14:47:07.096-08:00</updated><title type='text'>Escrotismopoético.</title><content type='html'>Eu quero ser o verme que vive  dentro da sua maçã.&lt;br /&gt;Quero ser o tapa na sua cara quando ele entrar pela porta e descobrir o que você faz escondido. Quero ser o seu suspiro de uma gozada bem gostosa sábado a noite.&lt;br /&gt;Sentindo o seu arrepio quando o frio do cano da arma toca a sua nuca.&lt;br /&gt;Vamos rir juntos quando o carro atropelar alguém.&lt;br /&gt;Vamos tocar no cadáver antes de chamar a polícia.&lt;br /&gt;Quero me afogar na sua piscina.&lt;br /&gt;Estou cansado de viver sob as regras de normalidade, vamos incendiar uma igreja.&lt;br /&gt;Vamos comer o fruto sem colher da árvore.&lt;br /&gt;Quero ser a cama que você usa enquanto me traí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114306762709552973?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114306762709552973/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114306762709552973' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114306762709552973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114306762709552973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/escrotismopotico.html' title='Escrotismopoético.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114237503896374548</id><published>2006-03-14T14:22:00.000-08:00</published><updated>2006-03-21T12:43:35.353-08:00</updated><title type='text'>Embriaguez.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop02072004.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop02072004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lá estava ela. Linda, nua, me observando deitada na banheira. Seu corpo escultural submerso sob a água quente, onde era visível o vapor se perdendo pelo ar. Notável. Me aproximo da porta, ela nada fala. Nos comunicamos com o olhar. Fico admirado. Não penso nos problemas quando ela está aqui. Não existe nada que pode me irritar, ou estragar o dia. Nada importa. Única, me desperta os mais sinceros desejos, que talvez eu nunca seria capaz de realizar. Com ela nada é impossível. Não existe perdedor. Não existe porquê se importar com o mundo. Deixe tudo como está, como deve ser. Movimento, pouco importa os frios olhares alheios, a inveja alheia, sobre a nossa condição de perfeita felicidade. Enquanto eles se contradizem em suas vidas sem sinceridade e felicidade verdadeira. Vamos exorcizar os demônios, provar todas as variações, aceitar todas as propostas, recusar todos os mentirosos, queimar todos os bens, nos libertar de todas as prisões, seja sentimentais, espirituais, materiais ou físicas. Vamos infligir todas as regras, criar novas regras, vamos ter filhos, vamos comprar um cachorro, fazer alguma coisa ou não fazer nada, pois contigo, &lt;strong&gt;EMBRIAGUEZ&lt;/strong&gt;, posso tudo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114237503896374548?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114237503896374548/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114237503896374548' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114237503896374548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114237503896374548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/embriaguez.html' title='Embriaguez.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114237492105613489</id><published>2006-03-14T14:19:00.000-08:00</published><updated>2006-03-14T14:22:01.060-08:00</updated><title type='text'>Comedores de Carvão.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop17072004.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop17072004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou cansado de comer carvão, respirar o carbono do ar e se deixar torrar sobre a radioatividade do sol. Me sinto um rato dentro de uma caixa de vidro, sob o olhar psicótico de um cientista enquanto estou trabalhando. Me sinto um escravo, escavando rocha a procura de um diamante que nunca vou encontrar.&lt;br /&gt;Sempre fui orientado a fazer a coisa certa, abrir a porta, ceder o lugar, estender a mão, e se possível emprestar dinheiro. A esperança é que assim o mundo se torne um lugar melhor para se viver, e um dia se os papéis se inverterem, eu serei ajudado e respeitado assim como eu fiz a vida toda.&lt;br /&gt;Era visível a harmonia nesta forma de vida, todas as pessoas se cumprimentando, o chão limpo, a essência da paz poderia ser sentida no ar, definitivamente um mundo cor de rosa. Até que um dia eu fui convidado para um grupo privado, pessoas bem vestidas com roupas italianas, escritórios modernos no alto dos grandes prédios, e lá de cima eu pude compreender que toda essa organização e harmonia, que por toda vida até então eu levei como cartilha básica de valores, era uma maneira de tornar aceitável a convivência entre os que estão lá em cima e os que estão lá embaixo.&lt;br /&gt;Meu estômago começou a revirar no momento que pude perceber o tratamento real que existe entre quem se veste bem, e ostenta vaidade, e quem está sob os jornais com fome, se humilhando nos faróis.&lt;br /&gt;Eu que sempre acreditei estar fazendo um novo mundo, um mundo mais certo, estava vivendo de acordo com um padrão de regras escritos por tradicionalistas egocêntricos, uma nova geração de filhos da puta nazistas, que recriminam qualquer tipo de manifestação inovadora, que calam qualquer voz que inspire revolução dentro da favela, que carregam consigo a sociedade sobre o signo da aceitação social.&lt;br /&gt;Somos os ratos que servem o rei narciso no seu trono de ouro, houve um dia que você sonhou em prosperar, mas se você se sobressair vai ser calado, excluído, ao nascer o rei já lhe ditou qual posição ocupar e fora essa tarefa você não possui utilidade.&lt;br /&gt;Infelizmente somos sustentados e sobrevivemos sobre regras calcadas neste regime, a lavagem cerebral é tanta que chegamos a acreditar que essa situação não é a pior opção, existe pessoas sobre os nossos pés comendo os nossos poucos restos, existem pessoas sobre os pés destas que já não comem mais.&lt;br /&gt;Metaforicamente eu nos imagino dependurados em cordas que balançam violentamente sobre um penhasco, não temos força suficiente para escalar a montanha porque precisamos nos manter ao menos presos nas cordas, as vezes observamos alguém cair, e as vezes a queda é para toda eternidade.&lt;br /&gt;Temos contatos em todas partes do sistema. Vivemos sob um regime cruel, porém ainda existem brechas para travar esse sistema que mantém a sociedade sob o signo da miséria. Andamos por todo reino de narciso, lhe servimos toda comida que consome, nós cuidamos para que tudo seja celestial, podemos então vomitar nossa miséria na mesa do rei.&lt;br /&gt;É tarefa muito difícil reverter esse sistema, poucas são as vozes que buscam saídas para esse regime, não existe força revolucionária que se sacrifica pela liberdade de vida, e se existisse seria facilmente esmagado pelo sistema.&lt;br /&gt;O sistema capitalista põe tudo sobre o signo do comércio, tudo pode ser adquirido, tudo tem um preço, a questão não é mais a improbabilidade de nunca se conseguir algum item, mas a improbabilidade de existir alguém que pague o preço por, e esse preço jamais será justo.&lt;br /&gt;Quem se privou do bem mais precioso, que é o próprio indivíduo físico, foi pregado em uma cruz, se dispôs a sofrer o castigo da carne para tentar nos dizer alguma coisa.&lt;br /&gt;Hoje eu não me atrevo a levantar a voz, vontade não me falta e garanto que sempre busquei por uma alternativa mais humana, onde a total falta de consideração pelo inferior capital fosse mínima. Mas o soldado que vai para guerra sem preparo só vai conseguir ser mais um corpo entre os indigentes enterrados sem identificação. A regra é clara, esteja pronto para não ser enterrado com os cachorros.&lt;br /&gt;Mudar esse signo não é a minha obsessão, mas desmascarar esse clube privado de ditadores hipócritas seria um grande avanço.&lt;br /&gt;Meu grande dilema é: Eu vivo de acordo com o quê? De acordo com o que se é aceitável para sociedade, de acordo com a cartilha daqueles que conseguiram um espaço maior para tomar sol (e sonhar com a minha praia particular), de acordo com aqueles que se consideram contra sistema (porém não conseguem entender como o sistema transforma todos os seus esforços em inúteis tentativas de fazer a diferença), ou sobre o signo da imposição autoritária?&lt;br /&gt;Não existe luta sem motivos, não existe guerra sem a defesa de uma opinião, um ideal, não existe guerra sem vítimas.&lt;br /&gt;O centro do meu universo é a minha pessoa, existe uma pessoa a quem eu devo satisfazer antes de qualquer outra, e essa pessoa sou eu.&lt;br /&gt;Chega de bons modos, chega de sorrisos falsos, tudo é uma vitrine e por trás do vidro existe muito mais morte, desolação, e pobreza.&lt;br /&gt;Estou me segurando nas cordas junto com vocês, mas estou buscando uma alternativa de alcançar o cume. É uma guerra a ser travada, as chances são mínimas, eu não apostaria em mim, mas preciso me preparar para viver sob o meu regime, e não sob a imposição de qualquer pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114237492105613489?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114237492105613489/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114237492105613489' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114237492105613489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114237492105613489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/comedores-de-carvo.html' title='Comedores de Carvão.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114237459019502699</id><published>2006-03-14T14:12:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T13:17:57.323-08:00</updated><title type='text'>Vida Marinha Com Steve Zissou.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/vm2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/vm2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ver um bom e divertido filme? "A Vida Marinha com Steve Zissou" é uma boa opção, claro que apenas no caso de você já ter visto Star Wars Episódio III, que em breve deve ganhar um especial no Bezetacil também. O filme que conta a história de Steve Zissou (Bill Murray) um lendário explorador subaquático, famoso pelos seus rompantes de temperamento e também pelos documentários que faz sobre a vida no fundo dos oceanos. Entretanto os últimos dias não têm sido felizes para Zissou. Esteban (Seymour Cassel), seu melhor amigo e parceiro de longa data, foi recentemente devorado por um tubarão-jaguar. Além disto Zissou precisa lidar com os boatos de que está perdendo seu talento, sem contar o súbito aparecimento de Ned Plimpton (Owen Wilson), um co-piloto que diz ser seu filho nunca visto. Em meio a todos estes problemas Zissou se prepara para realizar seu maior épico cinematográfico, que permitirá que recupere sua nobreza, seja o pai que nunca imaginou poder ser e ainda por cima se vingue do tubarão-jaguar.&lt;br /&gt;Chamo a atenção para o excelente "A Vida Marinha com Steve Zissou", por ser uma emocionante crônica moderna sobre o relacionamento humano, claro que com uma dose notável de bom humor. Este também é o 4º filme dirigido por Wes Anderson. Os demais foram Pura Adrenalina (1996), Três é Demais (1998) e Os Excêntricos Tenenbaums (2001). Com grandioso elenco "A Vida Marinha de Steve Zissou" merece um espaço na história do cinema como um filme diferente de todos estes que só buscam quebrar os recordes de bilheteria e nada mais. Humor sutil que faz a gente pensar na vida. De algum modo este filme mostra desde o lado mais frágil, até o lado mais heróico que existe dentro do ser humano. Não é sempre que um filme de comédia consegue diferenciar os momentos para rir e os para chorar. Alguns nomes estrelares que fazem parte do elenco de "A Vida Marinha de Steve Zissou" são: Bill Murray (Steve Zissou), Owen Wilson (Ned Plimpton), Cate Blanchett (Jane Winslett-Richardson), Anjelica Huston (Eleanor Zissou), Willem Dafoe (Klaus Daimler), e o brasileiro Seu Jorge (Pelé dos Santos). Foi durante as filmagens do filme que Seu Jorge gravou o clipe da música Tive Razão, qual conta com a participação de Bill Murray e Willem Dafoe. Seu Jorge também faz parte da trilha sonora, qual produziu versões em português para clássicos do cantor inglês David Bowie, a curiosa trilha conta também com excelentes músicas dos grupos Devo com Gut Feeling, Iggy &amp; the Stooges com a explosiva Search and Destroy e David Bowie, com Life on Mars? e Queen Bitch. Entre muitas curiosidades sobre o filme vale destacar que este é o 3º filme em que o diretor Wes Anderson e o ator Bill Murray trabalham juntos. Os demais foram Três é Demais (1998) e Os Excêntricos Tenenbaums (2001). Pelé dos Santos, nome do personagem interpretado por Seu Jorge, é uma homenagem aos jogadores Pelé e Garrincha, cujo nome era Manuel Francisco dos Santos. Durante as filmagens Bill Murray retirou um certificado de mergulhador, após cumprir 40 horas de mergulho. A Vida Marinha com Steve Zissou foi dedicado ao explorador Jacques Cousteau. O orçamento de A Vida Marinha com Steve Zissou foi de US$ 25 milhões. Enfim, "A Vida Marinha com Steve Zissou" é definitivamente uma boa opção se a sétima arte estiver na sua programação para o final de semana. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114237459019502699?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114237459019502699/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114237459019502699' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114237459019502699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114237459019502699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/vida-marinha-com-steve-zissou.html' title='Vida Marinha Com Steve Zissou.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114229272329455419</id><published>2006-03-13T15:20:00.001-08:00</published><updated>2006-03-14T14:18:54.756-08:00</updated><title type='text'>Um livro.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/livrocapabuk.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/livrocapabuk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Charles Bukowski: Vidas e loucuras de um Velho Safado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;São Paulo: Conrad Livros, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Charles Bukowski é um dos escritores contemporâneos mais conhecidos dos EUA, e alguns diriam que é o poeta mais influente e o mais imitado. Nasceu no dia 16 de agosto de 1920 em Andernach, na Alemanha, filho de um soldado americano e uma mãe alemã e mudou-se para os EUA com três anos de idade. Cresceu em Los Angeles e lá viveu durante 50 anos. Publicou seu primeiro conto em 1944, com 24 anos de idade, e começou a escrever poemas com 35. Morreu em San Pedro, Califórnia no dia 9 de março de 1994 com 73 anos, pouco depois de ter terminado seu último romance: Pulp (1994). Charles Bukowski é um escritor único. Escatológico, melodramático, cínico, marginal (izado), antiacadêmico, anti-grupos literários, lírico, alcoólatra, machista, politicamente incorreto, anarquista e um grande escritor. Alguns críticos teimam em colocá-lo lado a lado com a turma dos beatniks, mas Bukowski nada tem a ver com Kerouac e Ginsberg. Os beats são filhos do surrealismo francês, gostavam de jazz e eram liberais sexualmente. Estavam à margem do sistema, talvez apenas aí haja uma comparação entre eles. O velho Buk, "the old dirty man", (além de adorar Mozart e Schoppenhauer) era um escritor solitário, era uma gangue sozinho, era um beberrão sensível. É realmente visível esse desconforto americano para com seus filhos renegados, podendo ser feita até uma análise da sociedade americana pela literatura de Buk; fundada por protestantes que vieram trazer a liberdade e a riqueza pra essas terras de cá, mas que no entanto não conseguem lidar quando indivíduos fogem desse sistema, os losers que incomodam, simplesmente por existirem. A cultura de exaltação do indivíduo tem efeito contrário, tornando todos uma grande massa homogênea e despersonalizada. E a literatura de Charles Bukowski entra neste contexto, narra a vida das pessoas comuns: que trepam, que se ferram pra pagar aluguel, que bebem, que trabalham ou procuram por, que não são inteligentes ou cultas a ponto de ser um winner na sociedade. Tanto que analisando criticamente a literatura bukowskiana, pode-se dizer que os livros são em sua grande parte iguais, tanto o estilo narrativo cru, tosco e por aí chegando ao poético até as histórias sempre narrando a vida dessas pessoas, no caso sempre ele, centralizador dos sentimentos e do estilo de vida pelo qual essas pessoas marginalizadas vivem. Enfim, nós, os leitores de Charles, somos como mulher de malandro. Somos agredidos, apanhamos das palavras ácidas dele, mas queremos mais. Não há como se sentir maltratado e intrigado ao ler nos romances de Buk diálogos como esse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"- Eu odeio pessoas, você não? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não. Só quando elas estão perto de mim." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Charles Bukowski não teve muitos herdeiros. Sua escrita era (é) única e especial. Mas ele não estava muito preocupado com isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop21082004.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop21082004.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[B][u][k][o][w][s][k][i]&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PREFÁCIO. Charles Bukowski levantou-se da cadeira e pegou uma cerveja na geladeira, atrás dele, no palco. A platéia aplaudiu enquanto ele bebia, emborcando a garrafa até tomar a última gota dourada. "Isto não é uma muleta", disse ele, falando lentamente, com uma cadência na voz, como W. C. Fields. "É uma necesssssidade." A platéia riu e aplaudiu. Uma jovem na frente gritou que ele era um velho legal. De fato, aos cinqüenta e dois anos, Bukowski tinha idade suficiente para ser pai da maior parte dos garotos que ali estavam para ouvir sua leitura e, por isso, sua atitude tornava-se muito mais engraçada. Bukowski tinha uma aparência estranha e um modo peculiar de falar. Era um homem alto, de um metro e oitenta, encorpado, com uma barriga de cerveja, mas sua cabeça parecia grande demais para o corpo, e o rosto era assustador como uma máscara de Frankenstein: queixo comprido, lábios finos, olhos tristes, apertados e encovados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um grande nariz de beberrão, vermelho e roxo, com veias rompidas, e uma barba grisalha e desigual sobre a pele oleosa, marcada pela acne: pele tão ruim que parecia trazer as marcas de uma queimadura. Voara para São Francisco, em setembro de 1972, levado pelos editores da City Lights Books, em razão do sucesso de uma coletânea de seus contos, Erections, Ejaculations, Exhibitions and General Tales of Ordinary Madness* Oitocentas pessoas pagaram para entrar em um ginásio em Telegraph Hill, ansiosas por ver o autor de Life in a Texas Whorehouse e outras histórias chocantes, aparentemente autobiográficas. A idéia de aparecer diante delas aterrorizava Bukowski. Embora sua aparência causasse um certo impacto, era um tímido inveterado e odiava a si mesmo por ter arrastado seu traseiro até a cidade dos escritores beatnik, um grupo do qual não gostava e no qual não se inseria. Bebera durante todo o dia para criar coragem. No vôo de Los Angeles pela manhã, no restaurante italiano em que ele e Linda almoçaram e atrás da cortina enquanto esperava a deixa para entrar em cena. Seu rosto estava cinza de medo. Vomitou duas vezes. "Sabe, é mais fácil trabalhar em uma fábrica", disse ao amigo Taylor Hackford, que filmava um documentário. "Não tem essa pressão." A multidão o conhecia por seus contos, mas Bukowski leu poesia. Poemas sobre bebida, jogo, sexo e até mesmo idas ao banheiro &amp;shy; ele sabia que só o título "piss and shit" já os faria rir. "Vejam, alguns desses poemas são sérios, e tenho que me desculpar porque sei que algumas platéias não gostam de poemas sérios. Mas tenho que ler alguns de vez em quando para mostrar que não sou uma máquina de beber cerveja." Escolheu um poema sobre seu pai, a quem odiara com toda a força. Chamava-se "the rat": &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;with one punch, at the age of 16 and ½, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;I knocked out my father, a cruel shiny bastard with bad breath, and I didn¹t go home for some time, only now and then to try to get a dollar from dear momma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;it was 1937 in Los Angeles and it was a hell of a Vienna. ... me? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;I¹m 30 years older, the town is 4 or 5 times as big but just as rotten and the girls still spit on my shadow, another war is building for another reason, and I can hardly get a job now for the same reason, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;I couldn¹t then: I don¹t know anything I can¹t do anything. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;com um murro, aos 16 anos e ½, derrubei meu pai, um filho da puta cruel com mau hálito, e não voltei para casa por um tempo, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;só vez por outra para batalhar um dólar com a querida mamãe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;era 1937 e Los Angeles era uma grande Viena. ... eu? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho 30 anos, a cidade está quatro ou cinco vezes maior mas tão acabada quanto e as garotas ainda cospem quando passo, outra guerra se cria por outra razão, e não consigo emprego agora pela mesma razão de outrora: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;não sei fazer nada, não consigo fazer nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/lovelove.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/lovelove.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que ia chorar quando terminou os últimos e tristes versos, mas mudou de repente e começou a representar o rebelde novamente. "Eu conheço você?", perguntou a uma fã, que fez um pedido. "Não seja insolente, gracinha...", ameaçou, desatando a rir. "Mais uma cerveja e vou pegar todos vocês." Jogou a cabeça para trás, deixando à mostra os dentes estragados, e gargalhou. "Ha, ha, ha. Cuidado!" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro fã tentou subir no palco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Que diabos você quer, cara? Sai do meu pé!", disse Bukowski, como se falasse com um cachorro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Quem é você, algum babaca?" O público gritou e gargalhou. Alguém perguntou quantas cervejas ele conseguia beber. Outros não estavam tão impressionados e exigiam que Bukowski parasse de perder tempo. Eles haviam pago para ouvir sua poesia, não para ver um bêbado. "Vocês querem poemas?", provocou os alunos, antipatizando com suas roupas caras e rostos despreocupados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Implorem." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Foda-se, cara!" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mais algum comentário?" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto mais bêbado ficava, mais hostil se tornava, e mais hostilidade recebia da platéia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"No final, eles atiravam garrafas", recorda o poeta beat Lawrence Ferlinghetti, dono da City Lights Books, que abriu caminho, à força, para tirar Bukowski de lá, pensando em sua própria segurança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Esse livro foi lançado no Brasil em dois volumes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/bukcotidiano.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/bukcotidiano.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Ereções, Ejaculações e Exibicionismos&lt;/strong&gt; (Porto Alegre: L&amp;PM, 1984. 2ed.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/bukamor.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/bukamor.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Crônica de um Amor Louco&lt;/strong&gt; (São Paulo: L&amp;amp;PM, 1984). O livro era dedicado a sua jovem namorada, Linda King. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114229272329455419?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114229272329455419/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114229272329455419' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114229272329455419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114229272329455419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/um-livro_13.html' title='Um livro.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114229198421874726</id><published>2006-03-13T15:16:00.000-08:00</published><updated>2006-03-13T15:19:44.220-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop11082004.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop11082004.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Muito cara legal foi parar debaixo da ponte por causa de uma mulher."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Bukowski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"As mulheres preferem o conforto de um carro ao conforto de um coração."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ghilardi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momento poético.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entenda como bem entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua calcinha é elástica, deixa uma marca sensível na pele, qual me deixa louco.&lt;br /&gt;Sua cara de não compreensão é o passaporte para o meu avanço em seu corpo, e o beijo que lhe roubo da boca.&lt;br /&gt;Meu corpo é submisso ao seu.&lt;br /&gt;A aventura já foi escrita, falada, suspirada no canto dos ouvidos, mas ainda temos que ir além da linha que define a fronteira para explorar mais.&lt;br /&gt;Eu quero tudo, você e o mundo, e o limite que me prende ao chão é você não querer nada.&lt;br /&gt;Minha vadia louca, amante preferida, amada esposa dedicada, amiga divergista.&lt;br /&gt;Ainda temos o mundo para explorar e preciso conhecer em detalhes cada célula que faz de ti um tão belo corpo.&lt;br /&gt;Pegue a bebida e feche a porta, aumente o som, eu preciso de luz, gosto de observar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114229198421874726?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114229198421874726/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114229198421874726' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114229198421874726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114229198421874726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/muito-cara-legal-foi-parar-debaixo-da.html' title=''/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114229179241220319</id><published>2006-03-13T15:15:00.000-08:00</published><updated>2006-03-13T15:16:32.606-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sinto uma insatisfação, um fracasso.&lt;br /&gt;O fracasso é culpa exclusiva minha.&lt;br /&gt;Queria um outro ar, outro corpo para olhar no espelho.&lt;br /&gt;Outra casa, outros amigos, outro dia.&lt;br /&gt;Outros problemas, um novo guarda roupa.&lt;br /&gt;Quero tudo o que me prometi conquistar.&lt;br /&gt;Sinto que algo de muito estranho me ronda.&lt;br /&gt;É como se a minha vida quisesse me dizer algo.&lt;br /&gt;Como se eu estivesse tentando dizer algo para mim mesmo.&lt;br /&gt;A minha vida sussurrando no canto do ouvido.&lt;br /&gt;Dizendo que está tudo errado, implorando.&lt;br /&gt;Implorando para que eu acorde logo.&lt;br /&gt;A atitude é uma barreira difícil de se conquistar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114229179241220319?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114229179241220319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114229179241220319' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114229179241220319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114229179241220319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/sinto-uma-insatisfao-um-fracasso.html' title=''/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114203104335693786</id><published>2006-03-10T14:46:00.000-08:00</published><updated>2006-03-10T14:50:43.356-08:00</updated><title type='text'>A falta de uma companhia sempre presente.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop12082004.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop12082004.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi amor.&lt;br /&gt;Engana-se se pensar que algum momento amei você.&lt;br /&gt;Nunca foi amor.&lt;br /&gt;Você apenas era uma luz para os dias sem sol.&lt;br /&gt;Nunca foi amor.&lt;br /&gt;Mas sinto a sua falta.&lt;br /&gt;A falta de uma companhia sempre presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114203104335693786?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114203104335693786/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114203104335693786' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114203104335693786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114203104335693786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/falta-de-uma-companhia-sempre-presente.html' title='A falta de uma companhia sempre presente.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114203050331820843</id><published>2006-03-10T14:40:00.000-08:00</published><updated>2006-03-10T14:41:43.320-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Quero o supérfulo, porque o necessário todos têm"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Oscar Wilde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114203050331820843?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114203050331820843/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114203050331820843' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114203050331820843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114203050331820843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/quero-o-suprfulo-porque-o-necessrio.html' title=''/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114203034397475392</id><published>2006-03-10T14:33:00.000-08:00</published><updated>2006-03-10T14:39:03.986-08:00</updated><title type='text'>The Bends, 1995.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/rrad.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/rrad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia está quente, tanto quanto o inferno ou o sol. Você escolhe. Pode ser uma pessoa simpática e pensar em tão quente quanto o sol, mas pode ser mais um miserável realista como eu, e pensar, mais um maldito dia quente como o inferno.&lt;br /&gt;Os meus vícios me levam a buscar alternativas saudáveis para não se afogar na bebida e se transformar em um monstro de múltiplas personalidades. Nem estou interessado. Uma dose de água com gás e limão e tudo estará resolvido. Mas os problemas ainda irão continuar no mesmo lugar. Maldição.&lt;br /&gt;Estou ouvindo The Bends, o segundo álbum lançado pelo grupo inglês Radiohead. E esse lançamento faz dez anos esse ano. Qual a importância?&lt;br /&gt;Em 1995 o mundo era apresentado ao The Bends. O segundo álbum, que poderia ter sido o último, caso o sucesso comercial não fosse conquistado. A banda? Uma banda de um cara que gostava de dizer que o Pop estava morto, e então, lança um álbum... POP!&lt;br /&gt;The Bends Pop? Claro, porque não? Esse mesmo senhor, que tinha sérios problemas para manter o olho direito aberto, lançou o álbum que dez anos depois seria - ainda - a cartilha para muitas bandas inglesas ou não, utilizarem como fórmula certa de um álbum perfeito que vendem milhões de discos hoje. Quer alguns nomes? Não, a vida não é tão fácil assim, e você precisa dar algum propósito para esse cérebro inerte que habita sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/bends.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/bends.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, essa mesma banda que começou toda uma longa história com um álbum carregado de distorções de guitarras, chamado Pablo Honey, passa o tempo trancada nos porões escuros de Londres compondo música psicodélica progressiva, tentando quebrar as barreiras da música em si, incluir arte, experimentações e tudo o que eles definirem como interessante. O Radiohead ficou chato, mas deixou de ser previsível. Logo depois de lançar The Bends, e alcançar o sucesso absoluto, o Radiohead mudou os planos. Lançou Ok Computer para as massas e foi reverenciado como a inovação no rock, mesmo repetindo fórmulas de experimentações que muitas bandas de rock progressivo da década de setenta já estavam cansadas de explorar. O álbum tem um forte discurso melancólico e suicida, os clipes de divulgação também não fugiram dessa temática, a questão maquina versus homem também é explorada, e para quem é observador, ou para a obra continuar por mais tempo fascinando os ouvintes, toda a arte do álbum é cheia de simbolismos com ou sem significados, que apenas servem como assunto para instigar a imaginação dos fãs.&lt;br /&gt;Se o Radiohead estava pensando em seleção de ouvintes ao lançar Ok Computer, seus planos foram um fracasso total. O álbum superou o destaque obtido por The Bends, e nunca o grupo foi tão pop em toda sua história. Citar o Radiohead se tornava referencia básica de quem pretendia fazer música ou gostava simplesmente da chamada boa música.&lt;br /&gt;Pausa.&lt;br /&gt;Essa questão de música boa ou ruim não existe. Recuso a aceitar tais definições, que além de serem completamente egoístas, e sem bases para comparação, definir é limitar. A música em si é tão boa quanto ruim. Em medidas exatamente iguais.&lt;br /&gt;Kid A. Ou se preferir a parte A, ou primeira parte de um plano eletrônico.&lt;br /&gt;Radiohead aproveitou muito bem seus momentos de extremo reconhecimento, fez uma enorme turnê pelo planeta, investiu em remixes, lançamentos de sobras de estúdio, EP de novas experimentações e encerrou o assunto. Voltou para os escuros porões de Londres e pensou em algo muito grande, e eletrônico.&lt;br /&gt;Era a idéia do ano. Não boa e comercial o suficiente para ser lançada em um volume só como álbum duplo, então foi lançada em duas partes. A primeira, e podemos sim dizer que se trata do Lado A, intitulada Kid A, que na minha alcoólica opinião é o casamento perfeito de tristeza, música eletrônica e um gênio com dificuldade de relacionamento, entre muitos outros ingredientes que fazem do Kid A, na minha opinião, o melhor trabalho do Radiohead.&lt;br /&gt;Então, desnecessariamente eles lançam o AMNESIAC. Muito mais experimental e buscando um mesmo sentido já explorado pelo Kid A. Amnesiac é a segunda parte desse experimento, e pode ser considerado como o Lado B.&lt;br /&gt;Então o foco não era mais o Radiohead, a banda lançou um pequeno EP com algumas versões ao vivo, nada muito interessante, alguma coisa inédita nesse formato e correu novamente para os porões de Londres para lançar o aguardado Hail To The Thief.&lt;br /&gt;Nada de novo. As experimentações já eram aguardadas, algumas músicas lembram o Radiohead em sua fase anterior ao Ok Computer, quando tudo era simplesmente uma banda pop, mas isso por breves minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/rrd.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/rrd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 anos. Com dez anos as velhas brincadeiras já estão insuportáveis demais, mudamos nossas concepções sobre o que realmente interessa, e em muito breve vamos nos transformar em alguma criatura que vai sonhar " todos os dias " na impossível volta no tempo, de volta para os 10 anos novamente, que inicialmente era algo chato e então tornou-se belo, mas isso depois de muitos anos. Demoramos para perceber que o momento agora é o momento que importa.&lt;br /&gt;The Bends. 10 belíssimos anos. Uma obra pop, triste porém comercial, a banda que odeia as luzes da cidade sob todas as luzes da mídia. A prova de que aquela banda previsível do primeiro álbum, era na verdade a banda que poderia salvar a década. E salvou. Não que The Bends seja a salvação, por que isso ele não é, mas sua importância está na afirmação de que o Radiohead existe, tem personalidade, merece aplausos, milhares de aplausos, eles são geniais.&lt;br /&gt;Mas sinceramente, se o Radiohead continuar a explorar o que começou em Ok, acho que só vai conseguir se repetir, ficar chato, e ser apreciado por pessoas que não tem relações sexuais com frequência. Acredito em pré Radio e pós Head, isso inicia-se em Pablo Honey, guitarras puras e o leve e suave The bends, para então a fase Head que começa com o Ok Computer e o lado A, Kid A e o Lado B, Amnesiac. Todo o depois e o previsível Hail To The Thief é apenas um momento de reflexão, o bom Radiohead ainda vai resurgir e nos fascinar com um novo álbum, aquele que irá salvar essa década. Precisamos de heróis Radiohead, onde estão vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114203034397475392?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114203034397475392/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114203034397475392' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114203034397475392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114203034397475392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/bends-1995.html' title='The Bends, 1995.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114186326126068892</id><published>2006-03-08T16:12:00.000-08:00</published><updated>2006-03-10T14:27:53.016-08:00</updated><title type='text'>Sozinho.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop26072004.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop26072004.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem faz o engano. O homem sabe as respostas. Mesmo quando a pergunta é sobre o maior de todos os mistérios, a morte.&lt;br /&gt;A morte talvez seja algum dos vários medos que colecionamos, mas não acredito que seja realmente uma incerteza. A morte existe para que seja dado sentido a vida.&lt;br /&gt;Sem a morte, nada de importante seria a vida. O grande motivo pelo qual vivemos, o grande sentido pelo qual ainda estamos aqui, é viver.&lt;br /&gt;Viver dá sentido á vida. Viver implica em sonhar, fazer, desfazer, inventar, quebrar, chorar, sorrir, amar, odiar, acreditar, duvidar, ganhar, perder, sofrer, silenciar, gritar, roubar, doar, matar, salvar, entre infinitas coisas.&lt;br /&gt;Viver é fazer da vida algo magnífico, mas cuidado para não acabar com a vida ou felicidade de alguém, por que você não tem esse direito, mesmo que isso também esteja implícito no ato de viver. Vamos usar o bom senso.&lt;br /&gt;Sem a morte o tempo não teria importância.&lt;br /&gt;Sem o tempo não haveria evolução.&lt;br /&gt;Tudo o que você deveria fazer hoje, poderia ser feito amanhã, e amanhã nunca vai realmente acontecer.&lt;br /&gt;Sem a morte não seria necessário viver. Em muitas histórias a eternidade é tratada como uma maldição. Não acredito que esteja errado, apesar de toda ambição sobre a conquista da eternidade, eu duvido muito que qualquer homem sábio realmente gostaria de possuí-la.&lt;br /&gt;A eternidade cabe ao tempo. O único realmente eterno e testemunha do nosso viver. O tempo pode se dizer Deus, tamanha importância, imparcialidade e poder. Ele está sempre presente ao que acontece, como ao que aconteceu e acontecerá.&lt;br /&gt;O tempo é testemunha da vida e registra a nossa história para eternidade.&lt;br /&gt;Então a morte ganha essa importância, esse aspecto positivo, perde a fama de vilã para se tornar algo divino - é por conta de sua existência que vivemos - é por causa dela que aproveitamos cada segundo, seja de maneira que for.&lt;br /&gt;Se não a morte, qual seria então o grande mistério da vida? Alguns arriscam dizer que se trata do amor.&lt;br /&gt;O amor não é mistério, é simplesmente algo que não pode ser explicado. Explicar é tornar racional algo. Racionalizar é utilizar termos técnicos para que a compreensão seja eficaz. Não se pode racionalizar um sentimento. O amor é algo além do racional, além da química e batimentos cardíacos por minuto. O amor é tudo, e pode nos tornar nada. O amor é quente, porém pode também nos congelar no mais frio inverno. Não se pode descrever o amor. O amor é tão bom quanto ruim. Ame para sempre e para sempre seja amado, em todas formas possíveis de amar.&lt;br /&gt;O amor vai tomar conta de nós, e por ele tudo será justificado, quem questionar o amor é apenas um mal amado querendo ser bem amado, e quem ignorar o amor, vai encontrá-lo em algum momento, escondido em si mesmo.&lt;br /&gt;O amor não é grande ou maior mistério, é apenas o maior sentimento.&lt;br /&gt;Se não a morte, e o amor, a quem se deve questionar o maior mistério da vida?&lt;br /&gt;A solidão.&lt;br /&gt;A grande dúvida é se vamos ficar sozinhos. Seja por um minuto ou uma vida. A solidão é o pior castigo que podemos pagar. Muitas vezes a solidão é uma escolha própria, por um momento parece ser a melhor coisa a ser feita, por outro é a pior coisa que poderia lhe acontecer.&lt;br /&gt;O que queremos saber é se vamos ficar sozinhos, e por que merecemos ficar.&lt;br /&gt;Em algum momento você vai ficar sozinho, não importa quando e onde, mas na certeza você pode acreditar.&lt;br /&gt;A solidão pode estar contigo mesmo quando estiver na companhia de milhares de amigos. A solidão pode te isolar do mundo, fazer do tempo uma tortura e dos erros sofrimento.&lt;br /&gt;Aprendemos com a solidão a entender nós mesmos. A definir o que queremos e o que não queremos. Aprendemos que também é possível aprender tudo que se aprende quando se está sozinho, quando não se está sozinho. Então os mais sábios nunca mais sozinhos ficarão.&lt;br /&gt;A solidão é algo que não queremos dos nossos pais, e eles nossa não querem, a solidão é algo que não queremos de quem amamos, mas na solidão não queremos deixá-los.&lt;br /&gt;A solidão é complicada e muito simples.&lt;br /&gt;Na solidão as coisas perdem a graça, as cores e o som. Não fique muito tempo com a solidão.&lt;br /&gt;E se um dia estiver sozinho, ou ficar sozinho, encontre a si mesmo e lembre-se que perder tempo na solidão é fechar a porta para novos convites, e novos ensolarados dias que estão por vir.&lt;br /&gt;Quando estiver sozinho lembre-se que por muito tempo não é saudável ficar.&lt;br /&gt;Sozinho só a tristeza deve ficar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114186326126068892?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114186326126068892/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114186326126068892' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114186326126068892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114186326126068892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/sozinho.html' title='Sozinho.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114177426881580626</id><published>2006-03-07T15:29:00.000-08:00</published><updated>2006-03-07T15:31:08.816-08:00</updated><title type='text'>Estilo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop05052004.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop05052004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estilo não é a roupa que você veste. Nem a marca na sua roupa. Estilo não é chamar toda atenção. Estilo não é passar despercebido. Estilo não é usar de todos os modos mais finos á mesa. Estilo não é comer com as mãos. Estilo não é carro, não se compra. Estilo não é caras, nem careta. Nenhuma revista pode ter proporcionar um estilo. Nenhuma música pode definir o seu estilo. Estilo não é gosto, estilo não é uma calça rasgada. Estilo é atitude. Estilo é viver de acordo com princípios, é ser verdadeiro, é ser justo, é falar quando se deve falar, e pedir desculpas ao errar. Estilo é ser você, sem olhar para os lados, sem pensar nos outros. Estilo é se sentir bem consigo mesmo, sem importunar ninguém. Ninguém precisa saber se você tem estilo, e qual estilo você é. Estilo é isso. Ou nada disso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114177426881580626?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114177426881580626/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114177426881580626' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114177426881580626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114177426881580626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/estilo.html' title='Estilo.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114177412322500229</id><published>2006-03-07T15:24:00.000-08:00</published><updated>2006-03-07T15:36:44.536-08:00</updated><title type='text'>Um Canal de Sucesso.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/TV.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/TV.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A televisão é um circo. Fato. Mas quem possui maior importância? Quem está sendo projetado dentro do aparelho, ou quem simplesmente está assistindo? O conteúdo talvez, seja o que menos importa. Desde que seja bonito, utópico e comercial, sim, muito comercial, está perfeito. Possui as características necessárias para fazer parte do maravilhoso universo plástico da televisão. Eu preciso de uma televisão maior que a minha cabeça. Talvez assim eu me torne mais interessante, talvez eu seja só mais uma pessoa solitária querendo ser interessante. Pelo menos uma vez na vida, mesmo que uma única vez, e nada mais, eu preciso ser interessante, possuir algo original, ter conteúdo, ter toda essa luz pela qual as pessoas se apaixonam, todas essas coisas que estão distantes do universo da TV. 22:38. Estou vendo televisão. Matando o tempo, quando na verdade é o tempo que está me matando. Me sinto sozinho, a televisão não é uma boa companhia. Um gosto amargo me toma a boca. Não é raro. Me sinto assim muitas vezes, todos os meses, todos os anos. Não tenho certeza de que se trata de um problema de companhia. Acredito que seja frustrações. A vida moderna. Stress, cidades cinzas, a solidão colorida da televisão, procurando por algo sem saber o quê, sorrisos ensaiados á esmo, esperando por algo acontecer, seja o que for, seja para salvar ou morrer, seja o que for desde que aconteça. A televisão está querendo me vender alguma coisa. Algo que talvez transforme a minha vida, mas na verdade sabemos que isso não vai acontecer, nada vai mudar. Um produto inteligente para pessoas sofisticadas. Lixo. Alguém muito bonito e com um sorriso imenso querendo o número do meu cartão de crédito. Impossível. Primeiro porque eu não tenho um cartão de crédito, e depois que não me parece inteligente, comprar qualquer coisa que seja pela televisão. Tudo o que não queremos ser, a televisão nos transforma. Uma massa igual, sem personalidade, burros, portadores de cartões de crédito, clientes em potencial. Somos qualquer coisa, menos algo pelo qual não é necessário qualquer respeito ou consideração, para televisão não somos humanos, somos alimento. Um a um, sem pressa, e logo mais um número de cartão de crédito conquistado. Pior é concluir que somos nós que ligamos para eles. Exploradores! Como conseguem? O poder da imagem. Inegável. Muito poderoso. Coloque seus sonhos ilustrados na tela da televisão, acompanhado de um número telefônico, impossível não ligar, parece tão fácil, basta ligar, e então, tudo será melhor. Será? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós, pessoas solitárias. Sócios de um clube imaginário onde ninguém realmente se encontra, mas fazemos todos parte de uma mesma audiência. Procurando entre centenas de canais algo que dê um melhor significado para vida, compradores compulsivos de produtos televisivos. Idiotas que pagariam qualquer preço, por algo que não temos certeza. Talvez seja isso, justamente o problema, e a sua solução. Buscar o significado em algum produto, em algo que em sua funcionalidade esteja escrito - Maior significado para vida - uma mentira, ou a solução de uma necessidade invisível, quem tornou essa coisa desnecessária em necessidade, quem anda decidindo por nós, talvez o maior erro seja nunca ter certeza de alguma coisa, e mesmo assim comprar. E talvez a solução, seja algo que não se pode comprar. Infelizmente. Continuo assistindo televisão. Procurando algo, seja o que for. Seja o preço que for, seja a exigência que for, desde que seja algo que dê maior significado para a minha vida. Não entendo porque continuo assistindo, talvez seja realmente a minha única companhia, talvez seja impossível desligar depois de ligar. E eu não tenho cartão de crédito. 23:03. Se o sucesso estiver na TV, definitivamente não está no canal qual estou assistindo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114177412322500229?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114177412322500229/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114177412322500229' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114177412322500229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114177412322500229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/03/um-canal-de-sucesso.html' title='Um Canal de Sucesso.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114032692952047279</id><published>2006-02-18T21:20:00.000-08:00</published><updated>2006-02-18T21:30:26.886-08:00</updated><title type='text'>Entre Putas, Demônios e Almas Perdidas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era um velho combinado. Vamos sair sem rumo para qualquer lugar, comemorar qualquer coisa, e assim mais uma solitária noite será vivida e logo esquecida. Sem planos. Já que da última vez que planejei algo, tratava-se de pedir em casamento a mulher mais bonita do universo, qual pouco tempo depois se deu conta de quem era e com quem iria se casar, então partiu, me deixando no completo abandono. A história de Evangelista não é tão diferente da minha. Acrescente mais lágrimas, uma temporada distante, novas experiências e logo como eu, ele também se encontrava abandonado. Gutierrez não. Esse ainda goza de agradável companhia, ainda acredita no casamento. Uma mulher para uma vida inteira. Mas, de acordo com a sua filosofia espiritual, por nada desse mundo abriria mão de acompanhar seus solitários amigos em uma jornada noite adentro, rumo ao desconhecido. A reflexão etílica é definitivamente a mais filosófica das reflexões. Reunidos em volta de uma mesa em um dos mais conceituados bares da capital mais triste do mundo, em silêncio, sufocados pelo sentimento e mergulhados em nossos copos, admirávamos o cair lento da chuva, enquanto imaginávamos o que de mais temível nossas paixões poderiam estar fazendo a essa já tão tarde hora da noite. Sorte nossa estar próximo de alguém disposto a nos resgatar de tamanha melancolia e solidão. Gutierrez estava determinado a daquele ponto em diante transformar esse encontro caótico, em uma celebração animada, memorável, e para isso era necessário sair de cena, deixar o bem conceituado bar e sair à procura de um lugar sem conceito: - O bar não deve ser limpo, precisa ser vivo. Assim Gutierrez ditava as ordens, quais seguíamos cegamente. Mesmo sob forte chuva saímos os três a procura de tal lugar, depois de andar por muitas ruas escuras acabamos encontrando uma luz neon e uma direção para seguir. Era o caminho para a velha conhecida rua Augusta. Definitivamente um novo começo. Logo avistamos um local. Bêbados, punks, prostitutas e travestis disputavam o local com um grupo de jovens que assim como nós, em ambiente tão cru e realista, se sentiam estranhamente confortáveis para se sentar e se servir de uma dose. O refinamento estético e a inflação de valores, assim como os copos limpos e os sorrisos de plásticos, perfeitamente esculpidos por um cirurgião renomado, de alguma forma não agrada a minha natureza. Não posso afirmar com certeza, já que seria um pouco de pretensão dizer que o mesmo sentimento de repulsa aos ambientes modernos, confortáveis e elitizados é também presente na natureza de meus dois amigos, Evangelista e Gutierrez. Mas de certa forma o bar de putas era tão agradável aos três quanto as nossas respectivas casas. Tudo então transformou-se. Tornou-se agradável. Era divertido o passar de estranhas figuras pelas mesas, o declamar apocalíptico de bêbados expressionistas que já conversaram com Deus; o gargalhar das putas e seus cigarros baratos tentando promover o prazer pago para algum cliente seduzido, de certa forma um colorido e animado espetáculo circense. Um local tão vivo que tanto o simples e tímido observador se divertia tanto quanto os envolvidos, e assim a noite seguia seu caminho natural. A conversa então tornou-se filosofal. Em questão não mais o paradeiro de ex-paixões, mas a própria natureza do sentimento, o amor. Vou escrever para você a conclusão que o silêncio da mais profunda solidão me confessou. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/eye.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/eye.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Não ignore o amor. E não pense que ele será eterno. Infelizmente não é. O amor é efêmero. Passageiro. É mais um dos mistérios da vida sem resposta. Assim como não queremos envelhecer, mas envelhecemos contra vontade e por ação do tempo, o amor acaba, mesmo não querendo, talvez por ação do tempo. O amor é a verdadeira fênix lendária, que ao morrer renasce das cinzas na forma de um outro amor. Você pode se enganar, tentar mantê-lo próximo por mais tempo. Mas será ilusão. O amor será eterno enquanto durar, assim como diz aquela velha canção. Portanto, procure sempre ser o mais feliz possível. A vida é um conjunto de momentos, e amar é um bom momento, colecione. Calou-se o bar. O bêbado íntimo de Deus ao ouvir essa reflexão pediu prontamente um abraço a qualquer um dos freqüentadores. Obviamente não foi atendido. O silêncio era celestial. Logo todos secretamente enxugavam lágrimas de conformidade. Sim, essa era a realidade, se você quiser ignorar tudo bem, mas de alguma forma terá que aceitar. Na porta do bar figuras conhecidas quebravam o mórbido silêncio. Amigos, todos completamente molhados com a forte chuva reclamavam do atraso. Nos avistaram na mesa, olharam em volta, e todo o lugar olhou de volta, se aproximaram da mesa: - O lugar é realmente perfeito! Disse Fabiana, que logo batia palmas enquanto solicitava um copo sujo, então logo o lugar voltou a sua normalidade circense, vivo, colorido, transformando aquele momento em um ótimo momento para a minha particular coleção. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114032692952047279?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114032692952047279/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114032692952047279' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114032692952047279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114032692952047279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/02/entre-putas-demnios-e-almas-perdidas.html' title='Entre Putas, Demônios e Almas Perdidas.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114032626455675834</id><published>2006-02-18T21:08:00.000-08:00</published><updated>2006-03-10T14:30:08.103-08:00</updated><title type='text'>Hortelã.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/pop03082004.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/pop03082004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdido em um bar qualquer. Poucas pessoas, como de costume. Nenhuma com a qual você se casaria e constituiria família. Todos porcos corruptos, prontos para me revirar os bolsos caso venha a cair inconsciente, depois de tantas doses do melhor veneno da cidade. Vamos nos afogar em nossos pecados. Falando sozinho, talvez com o copo, como de costume, começo um questionamento. Até alguém qualquer resolver procurar confusão. Uma tradição em qualquer bar sujo da cidade.&lt;br /&gt;Estava pensando. Sabe aqueles dias que você começa a questionar o por quê de todas as coisas, o por quê de todas as regras, e qual seria a mágica mistura que faz da cobertura do bolo uma coisa absoluta? Acabei por questionar o motivo pelo qual Deus foi decretado Deus. Não pode ser cretino, e não pode ser sem motivo. Deus, aquele qual cabe a palavra final, está no lugar que ocupa por merecimento. Um cara de sorte com muita informação. Não como esses cretinos, inúteis até para se dividir uma dose qualquer e promover uma conversa despretensiosa.&lt;br /&gt;Divagando.&lt;br /&gt;Acredito que está ao alcance de todos a possibilidade de se tornar Deus, e assim criar o seu próprio universo particular, mas, como nada é fácil ou barato, a fórmula para se obter o poder total, sobre a matéria e espírito, não pode ser diferente disso. Em algum lugar alguém deve estar pensando em delírio. Devo já ter bebido demais. Como de costume.&lt;br /&gt;Viver é um grande delírio, se realmente você é convencido de que a realidade faz realmente algum sentido, você vive preso em um grande delírio. O maior delírio de todo universo. Onde acreditamos na igualdade de todos indivíduos, porém vivemos em mundo absurdamente desigual.&lt;br /&gt;Palmas.&lt;br /&gt;Uma desigualdade tão gritante, cheia de vícios e corrupções, que se torna irracional qualquer tentativa de tentar entender a razão das diferenças das classes sociais e seus universos particulares.&lt;br /&gt;Palmas.&lt;br /&gt;Tudo é uma questão de poder. Ou você está dentro, ou está fora.&lt;br /&gt;Penso. Deus não pode ser dinheiro, simplesmente, pois dinheiro sempre vai ser escasso. Deus é informação. Quanto mais informação, maiores serão os muros do seu universo particular. Enquanto isso o mundo suplica por ajuda, do outro lado do muro.&lt;br /&gt;Uma realidade racional? Penso. Sim, claro! Mas, apenas para um lado do muro. Obrigado por mais esse prêmio de extremo reconhecimento.&lt;br /&gt;Palmas.&lt;br /&gt;Me sirva outra dose por favor. Do melhor e mais barato veneno que tiver para oferecer.&lt;br /&gt;Penso. Para se tornar Deus deve-se buscar a conclusão de um único dia, de acordo com todas as suas maiores vontades, elevadas ao máximo possível. Delírio? Se você conseguir isso vai desencadear um processo de extrema energia, sua alma vai se elevar e você vai obter os poderes divinos, onde tudo que se quer, pense, escolha, será feito.&lt;br /&gt;Respeite o meu delírio particular. Uma loucura admito. Mas uma idéia genial.&lt;br /&gt;Imagine o dia perfeito. E deve ser perfeito em todos os detalhes. A cama perfeita dentro da casa perfeita, dormir até o momento perfeito, acordar da forma mais agradável possível e compreender que, até o café, deve ser tudo o que se imagina em sonho. Tudo da forma mais perfeita possível. O efeito desse acontecimento simultâneo, uma coisa perfeita atrás da outra, vai gerar o gozo sob o gozo, e cada vez mais a energia vai se concentrar no envolvido. Há quem diga que quando gozamos estamos desfrutando de alguns momentos do poder divino, eu vivo dizendo isso, o efeito e a energia fluindo dentro do cérebro é desconhecida, para a minha imbecil pessoa, todos os padrões se alteram, e por final acontece o esgotamento do indivíduo, o famoso cansaço pós-coito.&lt;br /&gt;Outra dose, por favor.&lt;br /&gt;Se tornar Deus é o processo pelo qual você obtém satisfação múltipla, gozo atrás de gozo. Imagine um dia com tudo que você sonhou para uma vida, todas as pessoas com as quais você gostaria de transar, conversar, todos os bens materiais fúteis, propriedades, todas as aventuras e viagens, todas as comidas, sobremesas, o mínimo detalhe lhe proporcionará o máximo prazer, e prazer seguido e contínuo, fará de você ninguém menos do que ele, o supremo, Deus. Não esqueça de acrescentar dois ovos e um litro de leite. Uma receita básica, porém eficiente para se tornar Deus.&lt;br /&gt;Palmas.&lt;br /&gt;Loucura. Talvez isso seja o suficiente para uma dúzia de pregadores idiotas se organizarem para excomungar a minha alma do paraíso, da terra prometida, do país das maravilhas, do mundo perdido, marte... O lugar varia conforme a cartilha de cada religião. Mas nada como ferrar-se por muito pouco.&lt;br /&gt;Penso. Não deve ser um ato saudável ficar questionando a fé, ou ridicularizando os seus grandes salvadores. Vai que uma dessas loucuras coletivas estão certas, então ferrou-se de vez o meu lado. Minha punição vai ser espiritual, e olha que eu tenho um olhar cético sobre toda essa merda inventada. Vou apanhar espiritualmente, para variar, pelo simples fato de ser mais um ordinário científico, que busca nos químicos comprimidos de vitamina C a cura para um resfriado de matar. Se a hipocrisia reinar creio que a idéia ficaria por isso mesmo. Fim.&lt;br /&gt;Outra dose por favor.&lt;br /&gt;Acontece que as coisas não são bem assim. Eu mesmo tenho hábito de rezar antes de dormir. Isso não me torna um traidor dos conceitos que me fazem questionar a organização da fé, pela pessoa cética que eu sou, mas trata-se de uma reflexão pessoal e uma prática avançada para ferrar-se no sono.&lt;br /&gt;Sim, rezar para dormir. Como um comprimido caro, daqueles que o único objetivo é lavar o cérebro e apaga-lo por algumas boas horas. As drogas do sono. Rezar é uma boa droga para dormir, assim como os meus amigos comprimidos químicos, porém uma droga espiritual.&lt;br /&gt;Não me pergunte.&lt;br /&gt;Nada como mais uma chatice inventada.&lt;br /&gt;Explique.&lt;br /&gt;Quando Deus, o criador do universo, iria compor alguns versos para iniciar uma conversa com os seus fiéis? Essa reza, todo esse costume secular, é apenas uma coisa inventada? Eu não acredito que seja assim. Nada como mais uma merda inventada.&lt;br /&gt;Protocolo. Burocracia Religiosa.&lt;br /&gt;Um momento.&lt;br /&gt;O copo me questiona uma dose. Dose ácida, um veneno para os bons costumes.&lt;br /&gt;Reflexão.&lt;br /&gt;Se todos nós somos uma criação de Deus, então acredito que o dono e criador do universo é apenas mais uma pessoa sozinha e esquizofrênica. Sim, então todo esse universo é fruto da imaginação de Deus, um cara indiscutivelmente criativo, e todos nós somos apenas o produto de seus delírios. Pronto, uma conclusão. Isso explica melhor a falta de sentido da vida. Sequer existimos. Somos o fruto ilustrado de uma imaginação fértil como adubo, de uma pessoa maior, Deus, qual deve ser muito sozinha, ou completamente esquizofrênica. Não devemos descartar a possibilidade do supremo ter muito tempo livre, isso explicaria a riquezas de detalhes.&lt;br /&gt;Outra dose, quero me tornar um delírio divino inconsciente.&lt;br /&gt;É um assunto vezes chato que não perdemos muito tempo para discutir, quando você questionou Deus pela última vez?&lt;br /&gt;Penso. Deus seria inquestionável?&lt;br /&gt;Não acredito que seja. Talvez um homem de poucas palavras, com dificuldade de se expressar, mas isso não é justificativa para o não questionamento. Então resolvemos ignorar toda aquela merda hipócrita, decidimos que o melhor a se fazer é engolir as regras e condutas, e vestimos a fantasia de bom fiel. Por que não temos tempo e paciência para discutir toda essa nova reflexão sobre como se tornar, e como deveria ser, o senhor criador do universo, com uma dúzia de fanáticos religiosos. Digo isso porque não creio nas regras, histórias e condutas religiosas. Mas isso não significa que também não acredite na existência de Deus, e toda a sua equipe criativa de santos, anjos e criaturas mágicas celestiais. Pelo contrário, acredito no homem maior, penso talvez, um pouco diferente dos demais, apenas isso. Rezar nunca foi o começo de um diálogo com o criador, pelo contrário, falar com ele é a coisa mais fácil e natural para um excomungado como eu, basta algumas doses e estou completamente conectado no plano divino. Falando com ele, nosso criador esquizofrênico delirante, Deus.&lt;br /&gt;Acabou o meu dinheiro. Preciso de um milagre para continuar bebendo. Na verdade, se fosse possível, queria apenas um ato de bondade divino. Ficaria completamente satisfeito com uma escultural e perversa menina no meu quarto, somente por essa noite, acompanhada claro, de algumas garrafas do melhor vinho do porto da cidade.&lt;br /&gt;Tudo muito simples, e por hoje eu seria o homem mais feliz da cidade. Talvez quando chegar em casa esteja tudo lá, a menina com os vinhos, talvez encontre apenas o meu cachorro nervoso, por esquecer mais uma vez de alimentá-lo, como de costume.&lt;br /&gt;A realidade torna-se cada vez mais incompreensível.&lt;br /&gt;Tudo bem, descobri que tudo, nada mais é, que apenas um delírio divino.&lt;br /&gt;Delírios não precisam de sentido. Apenas existem.&lt;br /&gt;Encontro no bolso uma bala de hortelã. Esperava encontrar dinheiro.&lt;br /&gt;Engraçado. A bala se chama Deus. Estão está explicado, Deus é uma bala de hortelã.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114032626455675834?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114032626455675834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114032626455675834' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114032626455675834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114032626455675834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/02/hortel.html' title='Hortelã.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114020900699723921</id><published>2006-02-17T12:39:00.000-08:00</published><updated>2006-02-18T21:36:28.110-08:00</updated><title type='text'>Mentiras.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dois velhos. Sentados na sala. Vendo TV. Algo importante está acontecendo. O mundo está em guerra. Todo o mundo. Talvez todo o universo. A comida está no fim. Logo não haverá comunicação. A TV informa para os habitantes de determinada localidade abandonarem as suas casas, um avião inimigo está trazendo uma bomba. É o fim. O casal de velhos são habitantes da determinada localidade. Pelas ruas pessoas desesperadas abandonam as suas casas. Todas gritanto. Na casa a senhora se levanta e vai preparar um café. O velho se questiona por um momento, leva a mão ao queixo, levanta-se e vai até a cozinha. Na cozinha os gritos parecem aumentar, a janela é uma porta para entrada do desespero, o senhor se dirige até a geladeira.&lt;br /&gt;Acima encontra-se um rádio. Procura uma estação. Encontra uma boa. Música dos anos 50. Boa música. Música inocente, sem barulhos. Ele aumenta o volume. A senhora prepara a água para o café. As pessoas na rua continuam gritando e se desesperando. O senhor olha para senhora e diz:&lt;br /&gt;- Eu te amo, mulher.&lt;br /&gt;Ela abandona o fogão por uns instantes e se dirige até o velho, dá um beijo respeitoso na boca e volta para o fogão. Diz:&lt;br /&gt;- Eu sei que você me ama.&lt;br /&gt;- Fico feliz por estar comigo há 50 anos - Ele se emociona - Mas preciso ser sincero e dizer algo que não sabe...&lt;br /&gt;Ela interrompe.&lt;br /&gt;- Triste meu velho, foi passar boa parte do tempo te servindo, enquanto você perdeu muito tempo fora de casa. Deveria estar aqui, sempre comigo.&lt;br /&gt;- Me desculpe meu amor, nesse momento, tão próximo do fim, preciso lhe revelar uma coisa...&lt;br /&gt;Ela novamente interrompe.&lt;br /&gt;- Eu também preciso te dizer. Naqueles anos, vinte anos atrás, quando me abandonava em casa para viagens de trabalho, eu esperava você voltar. Mas a raiva estava no meu coração, então ao chegar te recepcionava com um jantar especial, com algumas coisas sujas...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/culte.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/culte.jpg" border="0" /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele se contém por um instante, e a curiosidade muda a direção da conversa:&lt;br /&gt;- Como assim?! Eu voltava do trabalho e encontrava um ótimo jantar!&lt;br /&gt;- Meu amor, hoje eu me arrependo do que fiz. Mas preciso ser sincera. Aquele jantar maravilhoso, encondia um pouco de fezes, mijo, catarro entre outras coisas...&lt;br /&gt;Ele agora interrompe.&lt;br /&gt;- O quê!! Você está louca! Eu viajava para trabalhar e trazer mais dinheiro para essa casa, e agora, próximo do fim, você me diz que a comida estava misturada á merda, mijo e catarro!!???&lt;br /&gt;- Algumas outras coisas também... Meu amor...&lt;br /&gt;- Quais outras coisas? Impossível, sempre adorei a sua comida!!! Isso só pode ser uma piada!!!&lt;br /&gt;- Acredite meu amor, é tudo verdade. Até estranhava o modo que comia com gosto, então passei a misturar um pouco de merda em cada comida, jantar, lanche que você comeu em todos esses anos...&lt;br /&gt;O velho se distancia, coloca a mão sobre o estômago e vomita. Vomita três vezes seguidas. Se recupera, limpa a boca e diz:&lt;br /&gt;- Meu amor, como foi capaz de algo assim?!&lt;br /&gt;- Querido, você gostava, sempre ficava elogiando a minha comida. A merda então tornou-se um ingrediente especial.&lt;br /&gt;Ele puxa uma cadeira e senta-se desolado. Diz com os olhos cheios de lágrimas:&lt;br /&gt;- Eu te dou o meu perdão. Apesar de comer por 50 anos comida cheia de merda, sua merda...&lt;br /&gt;- Amor, nem sempre a merda era minha...&lt;br /&gt;- O quê? Quem mais poderia ser? Não temos filhos!!!&lt;br /&gt;- Nosso cachorro meu amor, nosso cachorro...&lt;br /&gt;Ele vomita mais uma vez, agora sobre a mesa. Recupera-se e retoma a conversa:&lt;br /&gt;- Amor, eu esqueço isso, mas preciso te dizer uma coisa também importante e suja.&lt;br /&gt;- O que teria para me dizer??&lt;br /&gt;- Há vinte anos tive um caso, uma única vez, uma única transa com a Madalena. Nossa vizinha da frente, estava bêbado e você tinha ido passar o final de semana na casa dos seus pais, foi uma tolice...&lt;br /&gt;- A Madalena? Ahhh meu Deus!!!&lt;br /&gt;A senhora agora coloca a mão sobre a testa. O café está pronto. Ela se serve de uma xícara, e por um momento o silêncio reina. Apenas os gritos desesperados na rua podem ser ouvidos. Ela vira-se para o marido, o senhor sentado á mesa e oferece uma xícara:&lt;br /&gt;- Quer café?&lt;br /&gt;- Esse...Está com... Está com merda?&lt;br /&gt;- Agora faz alguma diferença? Pensativo, ele responde - Não, não deve fazer nenhuma agora. Me dê uma xícara.&lt;br /&gt;Ela serve o marido, como sempre fez em cinquenta anos de casamento.&lt;br /&gt;- Amor preciso te dizer.&lt;br /&gt;Ele para de tomar o café e interrompe:&lt;br /&gt;- Querida, com merda ou não é um ótimo café.&lt;br /&gt;Ela continua:&lt;br /&gt;- Amor, eu também transei com a Madalena nos últimos dez anos.&lt;br /&gt;Ele se engasga. Ela o socorre. Ele se distancia dela, e começa a gritar:&lt;br /&gt;- Como assim!!??? Como assim!!!???&lt;br /&gt;- Meu amor, calma. Era jovem. Não sabia das coisas. Um dia bebemos e rimos por toda uma noite. Então nos beijamos. Logo estavamos tendo uma noite quente de amor.&lt;br /&gt;- Mas como???!!! Quando???!!!&lt;br /&gt;- Durante as suas viagens de trabalho.&lt;br /&gt;- Você transou com a Madalena por dez anos?&lt;br /&gt;- Até ela morrer de câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fica em silêncio. As pessoas na rua gritam. Ele se aproxima dela, sorri, abraça a esposa qual o serviu por cinquenta anos, diz:&lt;br /&gt;- Eu te amo meu amor. Obrigado por viver ao meu lado.&lt;br /&gt;Ela se emociona, abraça o marido com força, um barulho de avião se aproxima, as lágrimas se misturam, diz:&lt;br /&gt;- Eu nunca deixei de te amar.&lt;br /&gt;Ele, continua abraçado, chorando também diz:&lt;br /&gt;- Tudo foi maravilhoso - O barulho de avião fica mais próximo, é o fim, pensam - Querida, apesar de transar uma vez com a Madalena, eu sei que foi um erro, mas saiba que você sempre foi muito melhor.&lt;br /&gt;Ela limpa algumas lágrimas e diz:&lt;br /&gt;- Não houve homem no mundo melhor que você. Mulher apenas a Madalena. Pra mim foi maravilhosa.&lt;br /&gt;Ele fica em silêncio, continua abraçado e diz:&lt;br /&gt;- Amor aquele café estava com merda?&lt;br /&gt;Uma explosão. O começo ou o fim do universo. Tudo acaba. Tudo se desfaz. Tudo se torna pó.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114020900699723921?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114020900699723921/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114020900699723921' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114020900699723921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114020900699723921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/02/mentiras.html' title='Mentiras.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114020843292231878</id><published>2006-02-17T12:21:00.000-08:00</published><updated>2006-02-18T10:14:39.623-08:00</updated><title type='text'>Gish, 1991.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Smashing Pumpkins sem dúvida foi uma das mais brilhantes e influentes bandas de rock dos anos 90. Fundado no final dos anos 80, em Chicago, o quarteto que contava com Billy Corgan, na guitarra e vocal, James Iha na segunda guitarra, D´arcy Wretzky no baixo e o baterista prodígio Jimmy Chamberlin. &lt;br /&gt;Os Pumpkins em parte se beneficiaram principalmente com a explosão de bandas do cenário alternativo como Sonic Youth , R.E.M. e Jane´s Addiction. Os Pumpkins se destacaram pelo seu som íntegro, de apelo para massas e sem medo de se espelhar no rock grandioso de arena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tais características estão delineadas em Gish, seu primeiro álbum e que chamou a atenção para o trabalho da banda. Lançado no dia 28 de maio de 1991, sendo que a banda já estava em turnê desde o dia 9 desse mês, abrindo os shows do Gun's and Roses. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/gish.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/gish.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em uma entrevista, Billy Corgan disse o seguinte sobre o debut do Smashing Pumpkins: "O álbum é sobre medo e ascensão espiritual. Não é um álbum político, é um álbum pessoal". Muitos dizem que esse primeiro disco do Pumpkins só não foi um grande sucesso comercial pois foi ofuscado pelo lançamento quase que simultâneo de "Nevermind", do Nirvana (também produzido por Butch Vig). De qualquer maneira, a expectativa inicial da Caroline de vender 30.000 cópias foi superada em muito. Ainda sobre o debut, vale ressaltar que todas as sessões de bateria foram gravadas em 4 dias, e que "I Am One" e "Tristessa" - músicas que apareceram nas demos tapes da banda - foram re-gravadas e figuram no playlist deste disco. Depois dos shows ao lado de Axl Rose e cia, o Smashing Pumpkins parte para uma turnê mundial de divulgação de "Gish", que duraria 18 meses e quase leva ao fim precoce do conjunto. Ao longo dessa turnê, foram começando a aparecer problemas entre os quatro integrantes, ao mesmo tempo que ficava evidente que eles não se davam muito bem. Paralelamente à turnê, o conjunto foi agendando vários shows, aparições em programas de TV e rádios, entrevistas e matérias em revistas, etc. Aos poucos, o Smashing Pumpkins ganhava fama. "I am one", faixa que abre Gish e que foi o primeiro single dos Pumpkins, é o melhor cartão de visitas da banda: baixo e bateria introduzem um groove mortal até Corgan e Iha entrarem com suas guitarras pesadas, mas rica em timbres, a voz de Corgan aparentemente soa frágil. Chamberlin antes de entrar para os Pumpkins era baterista de Jazz, isso é logo perceptível em suas alterações constantes de tempo e ritmo o que logo se tornou marca registrada dos Pumpkins. Na faixa seguinte "Siva", outra característica é marcante: as passagens de calmaria psicodélica (muito bem executadas) em meio à pancadaria inspirada em um riff de "Paranoid" , do Sabbath.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gish tem boa dinâmica, como se pode perceber ao embarcar na terceira faixa, "Rhinoceros" , uma lenta e bela viagem ao estilo de "Drown", faixa da trilha de Singles - Vida se Solteiro, que começou a chamar atenção do grande público para os Pumpkins. A grande seqüência de abertura do disco segue com a longa "Burry Me", uma espécie de supra-sumo do melhor do rock dos anos 60, 70 e 80. Segue-se a balada acústica "Crush", que antecipa o que seria "Disarm", um dos maiores sucessos da banda lançado em seu segundo álbum, Siamese Dream. Gish é um dos melhores exemplos da excelência instrumental dos Smashing Pumpkins . Problemas com Drogas (de Jimmy Chamberlin) e de relacionamento (Corgan é reconhecido como um obsessivo perfeccionista, que não hesitava em mudar o que os músicos haviam feito) acabaram por tornar instável a carreira da banda.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/tsp1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/tsp1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os problemas entre os integrantes do Smashing Pumpkins já eram conhecidos e tidos como fato por fãs e imprensa. Eles próprios admitiam isso. Billy disse certa vez que o Pumpkins não funcionava como uma banda normal, e que os períodos juntos eram verdadeiros pesadelos para ele. Atualmente ele acrescenta ainda que, essa fase inicial foi tão ruim que ele não gosta nem de pensar nisso, quanto mais de falar sobre. Por conta disso, ele passou pelo famoso bloqueio criativo do qual tantos artistas reclamam, não conseguindo escrever e nem compor músicas por algum tempo. Para tentar esquecer isso, e enfrentar as expectativas que se criaram em cima do Smashing Pumpkins e principalmente dele próprio, Billy Corgan frequentou durante algum tempo um terapeuta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fim da turnê de "Gish", em setembro de 1992, a banda se concedeu um perídodo de descanso (o fato de ficarem longes um dos outros já era algo reconfortante), mas logo a Virgin começou a pressioná-los para a gravação de um novo disco. Assim, no começo de 1993, o Smashing Pumpkins começa a trabalhar para lançar seu segundo disco, o sucessor de "Gish".Gish foi gravado entre dezembro de 90 e março de 91 nos Smart Studios, em Madison, no Wisconsin. A produção foi de But Vig, que formataria a usina de som do Nirvana para o sucesso do disco Nevermind. Nos créditos, o encrenqueiro Corgan agradece a Vig (que também foi membro da banda Garbage) pela "paciência" que tornou o álbum possível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114020843292231878?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114020843292231878/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114020843292231878' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114020843292231878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114020843292231878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/02/gish-1991.html' title='Gish, 1991.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22514375.post-114003685869452784</id><published>2006-02-15T12:43:00.000-08:00</published><updated>2006-02-15T12:54:18.696-08:00</updated><title type='text'>Claudio Eduardo Evangelista, Khokhixx Beckenbauer.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/1600/kook.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3447/2290/320/kook.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;Eu odeio escrever qualquer coisa que pode ganhar uma importância além do insignificante, talvez eu tenha tempo agora, ou minha disposição esteja afetada pela falta de sono e excesso de café. Palavras de importância não são escritas para serem expostas, assim como quadros que eu sinceramente acredito que tenham apenas a utilidade de colorir uma parede ou inflar o ego dos milionários. E acredite que quem escreve essa observação é um atento admirador da arte. Palavras de importância precisam apenas serem ditas e ouvidas. É necessário a compreensão da coisa. Como ser humano medíocre eu sei que tal fulano presta, espero que tenha muitos filhos e seja fiel a sua convicção de constante mudança e ao nosso glorioso time de futebol. Fora isso ainda deve haver muita incompreensão, brigas e discussões que apenas servem para temperar e provar que seremos firmes até o fim. Se ele ainda está aqui, próximo de mim, é por que ainda estamos dando certo. E nem como irmão, amigo, conhecido, como ser humano, o que já é difícil pensar que algo qualquer pode dar certo por tanto tempo. Mas aqui estamos. Juntos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22514375-114003685869452784?l=casadepapelreciclado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/feeds/114003685869452784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22514375&amp;postID=114003685869452784' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114003685869452784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22514375/posts/default/114003685869452784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadepapelreciclado.blogspot.com/2006/02/claudio-eduardo-evangelista-khokhixx.html' title='Claudio Eduardo Evangelista, Khokhixx Beckenbauer.'/><author><name>Delux Eisthal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00392680697326603313</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
